Uruguai autoriza menina estuprada a manter gravidez

By | 30/05/2015

Uma menina de 12 anos vítima de estupro teve sua gravidez autorizada no Uruguai após pedir para manter o bebê, segundo o programa de TV "Subrayado". A criança foi vítima de um homem de 41 anos, que está preso, quando tinha 11 anos. O caso gerou polêmica no país após a garota, que foi diagnosticada como portadora de doença psiquiátrica, decidir manter a gestação, entrando em desacordo com sua mãe, que defendia o aborto.

Segundo o jornal "El Mundo", que reportou o caso no início de maio, após ele vir à tona, a menina deseja manter vínculos com o violador, que seria um tio. A Justiça havia decidido que a menina seria amparada pelo Instituto da Criança e do Adolescente do Uruguai (Inau, na sigla em espanhol), que condicionou a continuidade da gravidez a um consenso entre a garota, sua mãe e uma equipe de médicos.

Na sexta (29), o Inau anunciou que os médicos concluíram que a gravidez da menina era viável e que havia sido acordado entre as partes que ela manteria a gestação. No Uruguai, o aborto é legal até as primeiras doze semanas, prazo que é estendido a 14 semanas de gestação em caso de estupro.

Paraguai

O caso do Uruguai lembra, de maneira inversa, um episódio que ocorreu no Paraguai em abril, quando uma menina de dez anos foi obrigada a manter a gravidez após ser estuprada pelo padrasto. O aborto é proibido no Paraguai, exceto quando representa risco à vida da mãe.No país, 680 meninas entre 10 e 14 anos tiveram filhos em 2014, segundo o ministério da Saúde.

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