Tiro que matou promotor foi dado a pelo menos 15 centímetros de distância

By | 24/01/2015

Uma nova perícia no corpo do promotor Alberto Nisman indicou que o tiro disparado contra sua têmpora foi feito à uma distâncida de 15 a 20 centímetros. As informações são do jornal argentino "Clarín". Para os investigadores responsáveis pelo caso, a descorberta torna ainda mais difícil que a teoria de suicídio seja verdadeira. O procurador argentino Alberto Nisman foi encontrado morto em sua casa, em Buenos Aires, no último domingo (18) à noite.

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Ele apresentou denúncia contra a presidente da Argentina Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman, alegando que eles fizeram parte de negociações para encobrir a participação do Irã em um atentado contra a Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), que aconteceu em 1994 e teve 85 vítimas.

A nova autópsia foi pedida pela ex-mulher de Nisman, a juíza Sandra Arroyo Salgado. Também concluiu-se que não havia sinal de rigidez na mão do promotor e a tese de que a arma teria sido apoiada em sua cabeça foi refutada. Segundo especialistas, a distância que o tiro foi dado torna inviável a hipótese de que ele tenha atirado na própria têmpora. Já sobre os indícios de pólvora que não foram encontrados na mão do promotor, os especialistas acreditam que pode acontecer, por ser uma arma de calibre 22.

Diego Lagomarsino, técnico de informática da promotoria, contou que emprestou a arma a Nisman por conta dos pedidos do próprio promotor, que alegava que precisa se defender. Lagomarsino está sob proteção da polícia e não pode deixar a Argentina.

Na quinta-feira (22), Cristina se pronunciou em sua conta pessoal no Twitter para divulgar uma carta, na qual cita que não acredita que a morte de Nisman tenha sido suicídio. "Por que alguém ia se suicidar sendo promotor e gozando ele e sua família de uma excelente qualidade de vida?", disse Kirchner. Ainda segundo ela, a denúncia feita pelo promotor possui dados falsos e fazem parte de um complô para atingir o governo. 

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