STJ nega pedido de liberdade feito por executivo da Galvão Engenharia

By | 21/02/2015

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade feito pelo executivo Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia. Um dos investigados pela Operação Lava-Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras, ele está preso desde 10 de novembro.

O pedido, em caráter de liminar, foi negado pelo desembargador Newton Trisotto, convocado para o STJ. Ele justificou a necessidade de manutenção da prisão preventiva pela garantia da ordem pública, para manter a ordem na sociedade abalada pela prática de um delito.

"Nos últimos 20 anos, nenhum fato relacionado à corrupção e à improbidade administrativa, nem mesmo o famigerado ‘mensalão’, causou tanta indignação, tanta repercussão danosa e prejudicial ao meio social quanto esses sob investigação na operação Lava Jato, que a cada dia revela novos escândalos", afirmou.

No decreto de prisão contra o executivo, o juiz federal Sérgio Moro afirma que depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa apontam a participação da empresa Galvão Engenharia no cartel de empreiteiras que fraudaram e superfaturaram licitações da estatal, tendo Fonseca como seu representante direto.

O STJ ainda irá julgar o pedido de habeas corpus de Fonseca, mas ainda não definiu uma data para isso.

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