Seu Real – Anchieta Dantas Jr.

By | 30/01/2015

Inflação: faça o seu papel

Com estimativa de quase 7%, 2015 deverá registrar a maior taxa de inflação em 11 anos, segundo apontou o Banco Central, no início da semana. Em 2014, ela também não deu trégua, somando 6,41%, o maior valor desde 2011. Para quem não sabe, o índice nada mais é do que a média de crescimento dos preços de um conjunto de bens e serviços em determinado período. E não se engane: você que reclama dos altos valores pagos pelo que consome, a inflação é um reflexo do comportamento do consumidor, dos seus hábitos. É lei da oferta e da procura. Quanto mais se compra, mais os preços tendem a subir. Ocorrendo também o contrário. Por isso, não há esforço governamental que dê jeito, se nós não fizermos a nossa parte. Veja como é possível driblar a inflação e ainda contribuir para que ela recue.

Anote aí

Descubra pelo que está pagando mais

Para isso, elaborar um orçamento será fundamental. E não importa como você o faça. Qualquer coisa que lhe dê um controle dos seus ganhos e gastos vai servir. Dessa forma, será possível enxergar quais itens estão prejudicando seu bolso ou que podem vir a lhe atrapalhar.

Substitua produtos e serviços caros

Depois de identificar o problema do seu orçamento, é necessário substituir os itens que estão custando mais. Alimentação, por exemplo, tem sido um dos vilões da inflação nos últimos dois anos. Assim, não tem muito que fazer. A sugestão é que você procure produtos substitutos, sem perder quantidade. A recomendação vale para tudo que consumir e que esteja com preço abusivo. Se as pessoas deixarem de comprar determinada marca, é bem provável que o valor baixe. Também não deixe de pechinchar.

Economize no lar

O mesmo esforço vale aplicar nos serviços que você consome. Reúna todos em casa e mostre os valores das contas de luz, água, telefone, celular, internet, TV por assinatura, dentre outros itens contratados. De posse dos custos, estipule metas para reduzir o consumo mensal dos mesmos. Se a família colaborar, o resultado, no fim do mês, será bem significativo no orçamento doméstico.

Não faça dívidas

Segundo os economistas, endividar-se em cenário de inflação e juros em alta, como agora, também não é aconselhável. A taxa de juros deve subir e, quando esta aumenta, os empréstimos e a vida ficam mais caros. Portanto, você deve gastar apenas o que sobra da sua renda depois que todas as dívidas forem pagas, para não ter que pedir dinheiro emprestado, desembolsando mais do que pode.

Economia clara

Curto, médio e longo prazo. Aprenda a dimensionar

Eles não têm uma definição exata. Na verdade, dependem da leitura que se faz do mercado. O mais comum é considerar para o curto prazo menos de um ano. Este envolve a alocação de recursos para suprir as necessidades a serem satisfeitas no consumo do dia a dia, como compra de roupas e alimentos, gastos de água e energia elétrica, pagamento de aluguel e outras contas de consumo corrente. Já o médio prazo vai de um a cinco anos. Este o tempo para o qual se estabelecem metas relativas a itens de consumo durável, como a compra ou troca do carro, ou a reforma da casa. O longo prazo, acima de cinco anos, envolve planos para a compra de bens duráveis ou para juntar recursos para a aposentadoria.

Descomplique

Quem tem nome no SPC, o chamado Serviço de Proteção ao Crédito, pode comprar?

José – Eusébio

Só se for à vista. Caso o consumidor possua restrições, as chances de obter financiamentos são praticamente inexistentes, apontam os especialistas, referindo-se a situações como a não liberação da compra de um bem por meio de crediário, a concessão de cheque especial ou à emissão de cartão de crédito. Na verdade, bancos de dados como o SPC e o Serasa promovem um amplo intercâmbio de suas informações, o que aumenta enormemente o número de empresas que podem consultar a base por eles disponibilizada. Mas como a decisão de conceder o crédito cabe a quem vai vender, no fim, dependerá do critério de cada um.

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