Seu Real – Anchieta Dantas Jr.

By | 23/01/2015

Livre-se da inadimplência

Segundo o SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, estima-se que mais de 54 milhões de consumidores terminaram 2014 com restrições no CPF por não terem quitado suas dívidas. Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste apresentaram, no último mês do ano, os maiores crescimentos na quantidade de pessoas com débitos em atraso ante dezembro de 2013 – 5,41% e de 5,03%, respectivamente; e as regiões Norte e Sul, com altas de 3,66% e 3,58%, nessa ordem; todas acima da média nacional (3,45%), o Nordeste teve acréscimo de apenas 1,7%. Porém, embora em menor proporção, o resultado não merece comemoração. Pelo contrário, pede cautela. Ainda mais agora com tantos aumentos de preços e crédito mais caro. Veja algumas dicas para sair da inadimplência.

Anote aí

Eleja prioridades

Pague primeiro as contas de serviços essenciais – água e luz, por exemplo – e as despesas que têm juros mais altos, como o cartão de crédito. Em seguida, quite as dívidas que podem trazer dor de cabeça, como condomínio em atraso e licenciamento do veículo.

Fique de olho nos ônus por atraso

Preste atenção também às contas que têm altas multas. Em alguns casos, a penalidade em decorrência de atraso pode chegar a 20% da dívida. E evite ao máximo pagar apenas o mínimo do cartão de crédito, já que tem um dos juros mais altos entre as modalidades de crédito.

Considere uma renegociação

Avalie a possibilidade de renegociar dívidas e tomar empréstimo barato para quitar contas com juros altos.

Reorganize-se

A definição de endividamento envolve os gastos que superam a renda pessoal ou familiar. Portanto, reduza despesas em áreas como lazer e alimentação, orientam os especialistas. De acordo com eles, a primeira recomendação é fazer um orçamento que considere todas as rendas e gastos previstos para doze meses à frente, incluindo as despesas financeiras já existentes.

Proteja-se

Para se prevenir contra novas situações de endividamento, a primeira coisa a fazer é fugir de empresas que prometem dinheiro fácil com juros extorsivos. Cortar o número de cartões de crédito – inclusive de lojas e supermercados -, reduzir o limite do cheque especial e colocar todas as dívidas no papel, para saber o quanto você deve e para quem, também é essencial.

Economia clara

Nesta semana, entre as medidas anunciadas, o governo elevou o custo do IOF. Entenda como isto afeta o seu bolso

Quem ainda não ouviu falar dele que levante mão. O fato é que esse tributo aparece em todos os noticiários, mas pouca gente sabe o que significa. O Imposto sobre Operações Financeiras surgiu com a reforma tributária de 1966. Hoje, incide sobre todos os financiamentos, compra de moeda estrangeira e despesas feitas no exterior. Como um tributo regulatório, de competência da União, além da arrecadação, o IOF tem a função de regular a atividade econômica. Por isso, se ouve falar que há aumento de alíquota para encarecer o crédito, a fim de controlar a inflação, ou sobre as operações de câmbio, para evitar a valorização do real frente o dólar.

Descomplique

Dúvidas? Basta perguntar

Você tem algum questionamento sobre financiamentos, empréstimos, utilização e compra com cartões de crédito, organização do orçamento, aplicações ou, por exemplo, como fazer para juntar algum dinheiro para investir? Simples. Basta enviar a sua pergunta que vamos responder. Para quem não sabe, este espaço é reservado para que o leitor possa descomplicar a sua vida financeira, gerenciando melhor seus recursos. Portanto, elabore uma questão com sua dúvida sobre estes e outros temas relacionados às finanças e encaminhe para o e-mail abaixo.

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