Reunião discutirá redistribuição de vagas do concurso da Uece

By | 27/01/2015

Uma reunião entre o reitor da Universidade Estadual do Ceará, Jackson Sampaio, e os diretores dos centros da Capital e do interior, marcada para as 14h desta terça-feira deverá discutir a redistribuição das 113 vagas do concurso para professores da instituição. Desde a tarde segunda-feira (26), o gabinete do reitor da Uece esta ocupado por estudantes e professores de Quixadá e Iguatu que reivindicam, justamente, a redistribuição das vagas diante da demanda emergencial nos campi das duas localidades. 

Pela manhã, cerca de 25 estudantes estavam na reitoria. Conforme a estudante de pedagogia da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central (FECLESC), em Quixadá, Rafaele Oliveira, os universitários vieram em um micro-ônibus e pretendem permanecer na reitoria até que o reitor reveja a disposição das vagas. 

A demanda emergencial da Uece é de 163 professores, mas durante a negociação para encerramento da greve, no início deste mês, o governador Camilo Santana autorizou apenas 113 vagas (mais 7 vagas para o curso novo de Itapipoca, um total 120 vagas) para a primeira etapa do concurso em 2015. Com esta diferença de 30% entre a demanda real e o total de vagas, a reitoria da Uece estabeleceu um critério de corte linear de 30% para todos os centros/faculdade da instituição.

Isto, conforme os docentes e professores, prejudicou, sobretudo, as faculdades de Quixadá e Iguatu. “Do jeito que a reitoria propôs, vamos ganhar apenas dois professores quando a demanda é por 19, sendo que temos oito cursos. O curso de Letras-Inglês tem apenas um professor efetivo em 10 anos de existência”, ressalta a universitária Rafaele.  

Em Iguatu, de acordo com o professor Célio Coutinho, presidente do Sindicato dos Docentes da Uece, a Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (FECLI) que tem seis cursos, apresenta carência de 17 professores. Porém, com o corte linear vai dispor de apenas 10 vagas para novos docentes. 

“Consideramos esse método de corte linear inadequado. Estamos sugerindo a reitoria que utilizasse como principal critério o preenchimento das vagas dos cursos que se encontram em colapso por falta de professor. Para que o o concurso não seja realizado e continue o problema no interior”, explicou o docente. 

Célio disse ainda que a reunião da tarde desta terça-feira tentará sensibilizar os diretores dos centros que têm maior quantidade de vagas para que possam ceder para os que apresentam demanda urgente. 

O Diário do Nordeste entrou em contato com reitoria da Uece que informou que a vice-reitora Josete Castelo Branco, irá se pronunciar sobre o assunto. A reitoria também confirmou a realização da reunião para tentar solucionar a questão. 

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