Raúl exige o fim de embargo

By | 29/01/2015

Belén. O presidente cubano, Raúl Castro, exigiu dos Estados Unidos cessar o embargo a Cuba para avançar no restabelecimento das relações bilaterais, em sua primeira declaração, ontem, após a reunião bilateral de alto nível celebrada há uma semana em Havana.

"O estabelecimento de relações diplomáticas é o início de um processo para a normalização das relações bilaterais, mas esta não será possível enquanto existir o embargo", afirmou o presidente em discurso no plenário da cúpula da CELAC, celebrada na Costa Rica.

Problema principal

"O problema principal não foi resolvido; o embargo econômico, comercial e financeiro, que causa enormes danos humanos e econômicos e é uma violação ao direito internacional, deve acabar", disse Castro, admitindo que o caminho para consegui-lo será "longo e difícil".

Ele reconheceu o apelo feito na semana passada pelo presidente americano, Barack Obama, ao Congresso, para que suspenda o embargo vigente desde 1962, mas pediu que se avance mais, após destacar que medidas de flexibilização são "limitadas". "Seria possível utilizar com determinação suas amplas faculdades executivas para modificar substancialmente a aplicação do embargo, mesmo sem a decisão do Congresso", afirmou o chefe de Estado cubano.

Raúl Castro participa do primeiro encontro com colegas latino-americanos desde o histórico anúncio feito em 17 de dezembro sobre a reconciliação entre Washington e Havana, depois de meio século de hostilidades.

"Algumas forças nos Estados Unidos tentarão abortar este processo que se inicia", advertiu. O mandatário cubano disse que não aceitará nenhuma pressão nos assuntos internos do seu país nas negociações diplomáticas com os norte-americanos.

Saúde de Fidel

O teólogo brasileiro Frei Betto disse, ontem, em Havana, que o líder cubano Fidel Castro "desfruta de muito boa saúde", após um encontro entre os dois celebrado na véspera, noticiado pelo jornal oficial Granma.

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