Papa condena assassinato de cristãos pelo Estado Islâmico

By | 16/02/2015
 
 
O papa Francisco condenou o grupo Estado Islâmico pelo assassinato de egípcios na Líbia "apenas por serem cristãos". Francisco falou de improviso nesta segunda-feira, durante uma audiência com a delegação ecumênica da Escócia. 
"Eles apenas disseram ‘Jesus, me ajude…’ O sangue de nossos irmãos cristãos é o testemunho que grita, sejam eles católicos, ortodoxos, coptas, luteranos, não importa. Eles são cristãos!"
 
Militantes afiliados ao Estado Islâmico na Líbia divulgaram um vídeo na noite de domingo que parece mostrar a decapitação em massa de reféns cristãos coptas que eram mantidos pelo grupo havia algumas semanas.
 
Os assassinatos elevaram o nível de ansiedade na Itália, tendo em vista a proximidade da Líbia com o país, que fica do outro lado do Mar Mediterrâneo, e porque um dos militantes no vídeo disse que o grupo tem planos de "conquistar Roma", a sede do catolicismo no mundo. 
 
Reação italiana
 
Diante do aumento da tensão, autoridades italianas disseram que o país estudará uma intervenção militar para impedir que o grupo Estado Islâmico avance na Líbia, se os esforços diplomáticos fracassarem.
 
O Ministro da defesa da Itália disse que a Itália contribuirá com 5 mil soldados. No entanto, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, tentou dissipar a noção de que o país já tinha decidido sobre as operações militares que serão lançadas sob os auspícios da Organização das Nações Unidas (ONU). 
 
Renzi afirmou à TV privada TG5 que "a proposta é esperar, portanto, que o Conselho de Segurança da ONU possa trabalhar com um pouco mais de convicção sobre a Líbia" diplomaticamente.
 

Sem guerra

O presidente da comissão de defesa do Senado, Nicola Latorre, disse que, se as tentativas diplomáticas falharem, "medidas de contenção" militares, mas "sem guerra", serão consideradas. A Itália teme que os avanços do Estado Islâmico possam aumentar os riscos que terroristas misturados a imigrantes, possam chegar à Itália a partir da Líbia.

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