Otan considera 2014 um ano difícil para a Europa

By | 31/01/2015

Bruxelas. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, considerou ontem que 2014 foi um ano difícil para a Europa em termos de segurança, por causa do terrorismo alimentado por extremistas de outros países. Stoltenberg falou na apresentação do relatório de 2014 da Otan.

"E, entrando em 2015, os ataques terroristas em Paris foram um duro aviso sobre as ameaças e desafios que enfrentamos", acrescentou. "Por outro lado, vimos milhões de pessoas defendendo os nossos valores e a nossa sociedade aberta", destacou Stoltenberg. Para o secretário-geral da Otan, a violência extremista nas fronteiras – sobretudo no Iraque e na Síria – e a atuação da Rússia na anexação da Crimeia e na desestabilização da Ucrânia alteraram completamente o ambiente de segurança.

"Essas ameaças desafiam a ordem internacional que construímos desde a queda do Muro de Berlim – uma ordem que dá corpo aos nossos valores democráticos e é vital para o nosso modo de vida", observou.

Plano espanhol

O governo espanhol aprovou ontem em reunião ministerial um plano estratégico nacional de luta para prevenir, entre outras atividades extremistas, a captura de jihadistas dentro e fora da Espanha e na internet. O plano, em elaboração há dois anos, não se refere especificamente ao terrorismo islâmico, mas o ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, deixou claro que, na primeira fase, o combate será à ameaça do jihadismo.

"Não resta dúvida de que, atualmente, a principal ameaça é o terrorismo jihadista, com atentados em diversas cidades como em 2001, em Nova Iorque e Washington; em 2002, em Bali; em 2003, em Casablanca; em 2004, em Madri; em 2005, em Londres, entre outros", destacou o ministro Díaz.

Iniciativa canadense

O governo do Canadá apresentou ontem, na Câmara dos Comuns, novo projeto de lei para combater o terrorismo nas fronteiras nacionais.

De acordo com o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, a nova legislação tem por objetivo ampliar poderes das forças de segurança, de modo que elas tenham mais agilidade e flexibilidade para reagir a ameaças de extremistas islâmicos.

Pelo projeto de Lei Antiterrorista 2015, a apologia e a promoção de atos terroristas passam a ser crime no país.

Internacional