O jeito mais eficiente de dar feedback

By | 09/02/2015
Feedback (Foto: Ilustração: Raul Aguiar)

“Posso lhe dar um feedback?” Essa pergunta às vezes é entendida como “posso acabar com você?”. Apesar dessa tensão, o feedback é essencial para o crescimento e aprimoramento das empresas. Scott Halford, autor de Be a shortcut (“Seja um atalho”), elaborou um guia sobre a arte do feedback. Tem cinco pontos fundamentais:

Crie segurança – Pesquisas do neurocientista Kevin Ochsner, da Universidade de Columbia, revelam que menos de 30% das pessoas põem em prática o feedback recebido. E o principal motivo da falha é o clima de desconforto. Por isso, aja de forma civilizada e amistosa. Sua avaliação será improdutiva se deixar a pessoa em situação desagradável ou humilhante diante dos colegas

Seja positivo – Tente dar também feedbacks favoráveis. Uma avaliação positiva estimula os centros de recompensa do cérebro, tornando a pessoa mais aberta a novas direções. Já o feedback negativo, indicando a necessidade de ajustes, aciona os mecanismos defensivos. Por isso, sempre acrescente sugestões para superar o problema

Seja imediato – O cérebro humano aprende melhor se apanhado no ato. Não deixe para dar um feedback meses depois, quando a pessoa nem se lembra direito do problema (treinadores de animais sabem bem disso: ou é na hora ou nunca). O feedback produtivo é aquele dado frequentemente

Seja específico – As pessoas reagem melhor quando recebem orientações claras e diretas. Dizer, por exemplo, que “você deveria falar mais nas reuniões” é genérico demais e pode causar interpretações distorcidas. “Quero ouvir pelo menos uma opinião sua durante as reuniões, porque você é inteligente” funciona melhor

Seja duro, não malvado – Quando alguém comete um erro e você é encarregado de dar o feedback, comece perguntando como ela vê a situação. E evite dizer o quão estúpido foi o erro

 

Revista Época Negócios