Maria Helena Gregori morre aos 77 anos, em São Paulo

By | 15/02/2015
Com trajetória marcada pela militância contra a ditadura, a favor da anistia e dos direitos humanos, Maria Helena Gregori, mulher do ex-ministro da Justiça José Gregori,  deixa três filhas: Maria Stella, Maria Filomena e Maria Cecília. Ela morreu neste domingo (15) em São Paulo, onde está sendo velada.
 
Na juventude, Maria Helena integrou o comitê executivo de organização das Diretas Já, pela realização de eleições presidenciais após o golpe. Atuou nos bastidores das campanhas de Franco Montoro (1982) ao governo de São Paulo e de Fernando Henrique Cardoso à prefeitura (1986).
 
Na capital paulista, foi assessora especial de Direitos Humanos da ex-prefeita Luiza Erundina (PSB).Muito amiga de Ruth Cardoso, chefiou o gabinete da ex-primeira-dama na ONG Comunidade Solidária. Também foi presidente da Fundacentro em São Paulo.
 
Desde 2008 vinha lutando contra uma série de problemas de saúde, como lúpus e câncer. Recentemente, seu estado se agravou em decorrência de uma pneumonia."O que nos marca é o espírito cívico muito acentuado e uma força pessoal muito grande para superar todas as dificuldades nos últimos anos", diz a filha Maria Filomena.
 
O ex-ministro José Gregori, que foi casado com Maria Helena por 53 anos, lembra que a mulher trabalhava para fortalecer "movimentos feministas em seu nascedouro" e que a disposição pelo ativismo social fez de sua casa uma espécie de sala de reuniões permanente para discussões sobre as Diretas.
 
O velório de Maria Helena está sendo realizado na rua São Carlos do Pinhal, 376. O enterro será nesta segunda-feira (16), às 11h, no Cemitério da Consolação.

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