Mais um reservatório que abastece o Rio atinge o volume morto

By | 27/01/2015
Reservatório que abastece o Rio de Janeiro  (Foto: Fotos Públicas/ Antonio Leudo/ Prefeitura de Campos)

O reservatório de Santa Branca, um dos quatro que abastecem o Rio de Janeiro, também atingiu o volume morto, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicado no domingo (25/01). Na última quarta-feira (21/01) o nível do maior dos quatro reservatórios, o de Paraibuna, já havia alcançado a reserva técnica.

"Desde o ano passado eu venho defendendo que já passou da hora de adotarmos um racionamento sério. Estamos consumindo mais do que entra na bacia. A situação é crítica. Os reservatórios que ainda não chegaram no limite estão chegando", disse ao Estado a vice-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP), Vera Lúcia Teixeira. Segundo ela, integrantes do comitê terão uma reunião nesta terça-feira (27/01) com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e do ONS.
 

Na última sexta (23/01) o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), voltou a negar a necessidade de racionamento para a população, mas disse que começaria uma "grande campanha para as pessoas não desperdiçarem água".

Na bacia do Paraíba do Sul, os reservatórios também têm a função de gerar energia, mas não são usinas de grande porte. As barragens mantêm um fluxo adequado para que cerca de dois terços das águas do Paraíba possam ser transpostas para o Rio Guandu, que abastece a região metropolitana do Rio.

A usina de Santa Branca, da concessionária Light, foi desligada no sábado (24/01) segundo o ONS – o volume morto não é usado para geração de energia elétrica. Procurada, a Light não quis se manifestar e informou apenas que "a Secretaria de Estado do Ambiente é quem está falando sobre o assunto".

O secretário André Corrêa, porém, não foi localizado pela reportagem na manhã desta segunda, 26. O reservatório de Santa Branca é o menor dos quatro. Com Paraibuna e Santa Branca zerados, restam o de Jaguari, que estava com apenas 1,72% da capacidade, e o de Funil, com 3,75%, segundo o Informativo Preliminar Diário da Operação, do ONS.

Revista Época Negócios