Líder da Syriza diz que Grécia deixa “austeridade após cinco anos de humilhação”

By | 26/01/2015
Alexis Tsipras (Foto: Agência EFE)

O líder da coalizão de esquerda Syriza, Alexis Tsipras, provável vencedora das eleições gregas deste domingo (25/01), afirmou que "o povo deu um mandato claro", e que agora a Grécia muda de rumo, deixando a "austeridade após cinco anos de humilhação".

Em declaração na Universidade de Atenas, Tsipras afirmou que a decisão do povo grego faz com que a troika de credores seja passado. O líder esquerdista, que está perto da maioria absoluta, disse que é consciente de que as pessoas não lhe dão um cheque em branco, "mas um mandato para reorganizar o país".

Tsipras disse que não há "vencedores nem vencidos" e, por isso, formará um governo "para todos os gregos". "Hoje, perdeu a Grécia dos oligarcas e dos corruptos", disse ele, que afirmou que "ganhou a Grécia do trabalho, do conhecimento e da cultura".

Tsipras afirmou também que sua vitória é a de todos da Europa que lutam contra a austeridade que "destroça nosso futuro comum".

"O novo governo negociará com nossos parceiros europeus. O novo governo desmentirá todos os que veem destruição. Não haverá desastre, nem submissão. Nosso objetivo desde o primeiro dia é nos restabelecermos das consequências da crise", disse o líder da coalizão. 

Outro lado
O primeiro-ministro grego e líder do partido Nova Democracia, Antonis Samaras, afirmou que respeita o desejo da população, e agradeceu aos eleitores "a batalha difícil". "O povo se pronunciou e respeitamos sua decisão", o resultado "não é bom para nós", disse Samaras, ao que os resultados, com 50% dos votos apurados, situa seu partido muito atrás da Syriza.

Em um breve comparecimento público, na qual não mencionou o provável vencedor das eleições, o esquerdista Syriza, Samaras ressaltou que seu governo "acabou com os déficits e alcançou crescimento" econômico.

"Hoje, deixo um país que sai da crise membro da União Europeia e do euro. Desejo que o próximo governo mantenha estes sucessos", acrescentou.

O primeiro-ministro em fim de mandato afirmou que espera que suas previsões não sejam cumpridas, e embora não tenha dito sobre a que se referia, aludiu com isso aos maus augúrios pronunciados durante sua campanha eleitoral em caso de vitória da Syriza.

"O resultado mostra que o Nova Democracia resistiu, disse o líder conservador. Os resultados parciais dão ao Nova Democracia 28,3% e 78 das 300 cadeiras do parlamento.

Revista Época Negócios