Japão condena execução de refém

By | 26/01/2015

Tóquio. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, condenou o "vil e imperdoável" assassinato de um refém japonês anunciado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (El)em um vídeo considerado crível, e exigiu a libertação imediata de um segundo compatriota.

"Tal ato terrorista, condeno nos termos mais fortes", disse Abe, expressando suas condolências à família do refém assassinado, Haruna Yukawa, provavelmente capturado na Síria em agosto. Abe também exigiu a libertação imediata do jornalista Kenji Goto, supostamente sequestrado pelo EI em outubro.

Os líderes dos principais partidos japoneses mostraram indignação. "Vamos continuar a combater o terrorismo em conjunto com a comunidade internacional", disse o primeiro-ministro.

Solidariedade

O presidente Barack Obama declarou que os Estados Unidos vão se manter "ao lado de seu aliado japonês para conduzir esses assassinos à justiça e tomar medidas para eliminar o EI". Em visita à Índia, Obama telefonou a Abe para expressar sua "solidariedade com o povo japonês".

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, denunciou "a barbárie desses terroristas", enquanto o presidente francês, François Hollande, condenou um "assassinato bárbaro". O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, condenou o crime, expressando sua "compaixão para com a família da vítima".

Dúvidas

Apesar das dúvidas iniciais quanto à autenticidade do vídeo, Shinzo Abe considerou "elevada" a credibilidade das imagens. "Temos examinado cuidadosamente as imagens e as análises continuam, mas, infelizmente, acredito que a credibilidade é alta", explicou o primeiro-ministro.

"Ainda assim, continuaremos a verificação", disse o porta-voz do governo, Yoshihide Suga.

As declarações de Barack Obama e Cameron sugerem que seus serviços de inteligência consideraram o vídeo autêntico. Rita Katz, diretora do SITE, o centro americano de vigilância on-line do movimento jihadista, afirmou que a gravação foi "postada pelo EI", embora a mesma "não apresente as mesmas características que os vídeos anteriores de decapitações".

Segundo informação não confirmada da rádio Al Bayan, o grupo Estado Islâmico (EI) executou, ontem, o refém Haruna Yukawa, justamente um dia depois da divulgação de um vídeo anunciando a sua morte.

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