IPCA – 15 desacelera a 0,72% em janeiro

By | 23/01/2015

Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou baixa de 0,72% em Fortaleza. O número apresentou queda comparado a variação mensal de dezembro, de 1,14%. Já no acumulado de 12 meses, o índice registrou 6,34% de inflação, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desta sexta-feira.

No País, a prévia da inflação oficial acelerou a alta a 0,89% em janeiro sob a força dos preços de alimentos e tarifas públicas, maior nível em quase quatro anos, no momento em que o governo lança uma ofensiva fiscal para retomar a confiança dos agentes econômicos.

Com isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acumulou no País alta de 6,69% em 12 meses até janeiro contra 6,46% até dezembro e voltando a ficar acima do teto da meta do governo– de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

O resultado mensal foi o mais alto desde fevereiro de 2011, quanto subiu 0,97%. Em 12 meses, a taxa igualou a vista em novembro daquele mesmo ano.

A alta de janeiro sobre dezembro ficou em linha com a expectativa de 0,90%, mas em 12 meses ficou abaixo da mediana esperada de 6,75%.

Maiores impactos no País

Segundo o IBGE, o preço da carnes exerceu o maior impacto no mês, de 0,09 ponto percentual, ao subir 3,24%. Assim, o grupo Alimentação e Bebidas foi o que registrou o maior avanço de preços, de 1,45%, ante 0,94% em dezembro, respondendo por 40% do IPCA-15 do mês.

Energia elétrica foi o segundo maior peso individual, com 0,08 ponto percentual e alta de 2,60% em janeiro. À exceção da região metropolitana de Fortaleza (-4,82%) e de Salvador (-1,91%), cujas contas tiveram queda na parcela referente ao PIS/COFINS, as demais apresentaram alta.

O grupo Habitação registrou avanço de 1,23% nos preços, sobre 0,71% em dezembro.

As tarifas de ônibus urbanos também pesaram neste mês, com alta de 2,85% e impacto de 0,07 ponto percentual no indicador.

A forte alta da inflação em 12 meses no início do ano já era esperada por analistas devido ao reajuste de preços administrados, sobretudo com energia elétrica e transportes.

A pressão inflacionária não deve perder fôlego no curto prazo diante dos recentes anúncios de diversas medidas fiscais pela nova equipe econômica, com destaque para tributos sobre combustíveis e fim de subsídio ao setor elétrico, como parte da investida do governo para colocar as contas públicas em ordem.

As ações pioraram ainda mais as expectativas de inflação para este ano, com projeções para alta do IPCA acima de 7% que, se confirmada, seria a maior em mais de uma década.

Depois de prometer fazer "o que for necessário" para diminuir a alta dos preços, o Banco Central elevou na quarta-feira a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,25%, e sinalizou nova alta no curto prazo, ainda que tenha deixado em aberto o ritmo a ser adotado.

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