Inflação da RMF é de 0,72% para janeiro

By | 24/01/2015

Rio/Fortaleza A Prévia da inflação oficial, o IPCA-15, fechou em alta de 0,72%, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) – a sexta maior entre as 11 áreas pesquisadas. O avanço se refere à expectativa para o mês de janeiro, frente ao mês imediatamente anterior. Em relação aos últimos 12 meses, é esperado aumento de 6,34% na RMF. As informações foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação para a alimentação fora do domicílio, na RMF, foi de 1,75%. No domicílio, é esperada alta de 1,26%. Transporte público, por sua vez, deve ter alta de 1,57%. Já a energia elétrica residencial tem previsão de queda de 4,82%. Para habitação, a redução foi de 0,53%.

A média nacional do IPCA-15 foi de 0,89% para janeiro. A elevação foi impulsionada sobretudo por reajustes da energia e uma forte pressão de alimentos. Foi a maior taxa registrada desde fevereiro de 2011.

Em dezembro, o índice já havia sido elevado (0,79%), mas a inflação avançou ainda mais na esteira de aumentos de carnes, batata, feijão e outros importantes alimentos, além de preços controlados pelo governo. O grupo alimentação teve alta de 1,45%, provocada, em parte, pelo efeito da seca deste verão.

Bandeiras tarifárias

Já a energia subiu 2,60% com a adoção das bandeiras tarifárias, que encarecem a conta dos consumidores quando as usinas térmicas são utilizadas, como ocorre atualmente. Também ficaram mais caras outras tarifas controladas pelo governo, como taxa de água e esgoto (0,77%) e ônibus urbano (2,85%).

Com a pressão de janeiro, a inflação acumulada em 12 meses subiu para 6,69%, a mais alta desde outubro de 2011. O índice, que fechou 2013 em 6,46%, voltou a superar o teto da meta do governo, de 6,5%. A pressão inflacionária não deve perder fôlego no curto prazo diante dos recentes anúncios de diversas medidas fiscais pela nova equipe econômica, com destaque para tributos sobre combustíveis e fim de subsídio ao setor elétrico, como parte da investida do governo para colocar as contas públicas em ordem.

Selic

As ações pioraram ainda mais as expectativas de inflação para este ano, com projeções para alta do IPCA acima de 7% que, se confirmada, seria a maior em mais de uma década. Depois de prometer fazer "o que for necessário" para diminuir a alta dos preços, o Banco Central elevou na quarta-feira a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,25%, e sinalizou nova alta no curto prazo, ainda que tenha deixado em aberto o ritmo a ser adotado.

O resultado do IPCA-15 reforçou expectativas de que a inflação estoure o topo da meta neste ano. Em relatório, a Rosenberg & Associados diz que "está ficando cada dia mais claro que a meta de inflação não será cumprida em 2015".

Analistas veem o IPCA -índice oficial de inflação que usa a mesma metodologia do IPCA-15, mas com coleta encerrada ao fim de cada mês- na faixa de 7%.

Consumidores esperam índice menor

Rio A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 7,2%, em janeiro, informou ontem, a Fundação Getulio Vargas (FGV), ao divulgar o Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores. O resultado é levemente inferior ao dado de dezembro (7,4%).

"Apesar da queda na margem, este é o 13º mês consecutivo em que a inflação mediana prevista pelos brasileiros para os 12 meses seguintes mantém-se no intervalo entre 7,2% e 7,5%, o patamar mais elevado desde o início da pesquisa", diz a FGV, por meio de nota.

A desaceleração na passagem de dezembro para janeiro, segundo a entidade, pode ser um sinal de que as famílias estão acreditando em maior compromisso com o controle de preços, mas a análise é preliminar.

Metodologia

O Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores é obtido com base em informações coletadas no âmbito da Sondagem do Consumidor. Produzidos desde setembro de 2005, os dados vinham sendo divulgados de forma acessória às análises sobre a evolução da confiança do consumidor. Desde maio de 2014, as informações passaram a ser anunciadas separadamente. A Sondagem do Consumidor da FGV coleta mensalmente informações de mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Cerca de 75% destes entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

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