GoPro fica 30% mais barata com produção no Brasil

By | 30/01/2015
Hero 4 chega ao mercado em março (Foto: Divulgação)

A partir de março, a GoPro começa a vender uma nova linha de câmeras no Brasil: a Hero 4. O preço com que os produtos chegarão ao varejo será menos assustador do que os consumidores estão acostumados. Isso porque, desde o fim do ano passado, a marca norte-americana também fabrica suas máquinas no Brasil.

A intenção era diminuir o valor para um dos mercados que é mais fã da empresa. Segundo Drew Goldman, diretor de vendas da GoPro na América Latina, as câmeras ficarão até 30% mais baratas com a produção local. A Hero 4 Silver, que traz tela sensível ao toque, será vendida por R$ 1.999. A outra câmera da linha, Hero 4 Black, menor máquina do mundo a gravar com tecnologia 4K, custará R$ 2.299.

"Acredito que existem muitas similaridades entre americanos e brasileiros", afirmou Rick Loughery, diretor de relações públicas global da GoPro, em entrevista à Época NEGÓCIOS nesta sexta-feira (30/01), em evento promovido pela empresa. "Muitas pessoas aqui amam praticar esportes, têm paixão. Além disso, os brasileiros são muito engajados na internet e muito ativos. No Facebook, estão em segundo lugar no número de fãs — mas não só curtem: são engajados"

"Câmeras da GoPro costumavam ser bem caras no Brasil, por causa dos impostos. Agora temos um escritório aqui e começamos a fabricar no país. Isso nos permite diminuir o preço da câmera, tornando-a mais acessível. Começaremos a vender o novo modelo em março. Estamos muito animados por estar aqui", disse o executivo. "Para a GoPro, o Brasil é um mercado muito atrativo."

No início do mês, as ações da marca, que abriu capital em junho de 2014, caíram após a notícia de que a Apple havia registrado uma patente para uma câmera vestível — uma possível concorrente da GoPro. Questionado sobre a queda, Rick afirmou que "competição é algo bom". "Dá algo para você buscar e o mantém competitivo — com vontade de construir um produto melhor, um serviço melhor. Sem isso, você pode se tornar preguiçoso", afirmou.

Revista Época Negócios