França anuncia que vigiará 3 mil

By | 22/01/2015

Paris O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, apresentou, ontem, uma série de medidas antiterroristas, que vão custar 735 milhões de euros (cerca de R$ 2,2 bilhões) nos próximos três anos. Ele afirmou que, atualmente, os serviços de segurança precisam monitorar cerca de 3 mil pessoas.

"Hoje, é necessária a vigilância de quase 1,3 mil pessoas, franceses ou estrangeiros residentes na França, pelo seu envolvimento nas fileiras terroristas na Síria e no Iraque. É um aumento de 130% em um ano", disse Valls, duas semanas após os atentados de Paris. "A essas, juntam-se 400 a 500 pessoas envolvidas com grupos mais antigos ou com outros países, como os ativistas do ciberjihadismo francófono", acrescentou o premiê.

As novas medidas preveem a criação de 2.680 empregos nos próximos três anos, 1,4 mil dos quais no Ministério do Interior, 950 no Ministério da Justiça e 250 no da Defesa, segundo o primeiro-ministro. A medida vai custar 425 milhões de euros em equipamento e funcionamento, valor que aumenta para 735 milhões de euros quando se incluem os salários. O gasto, segundo o primeiro-ministro, "vai ser compensado com economias no conjunto da despesa pública, ano após ano", disse Valls.

O primeiro-ministro anunciou igualmente o recrutamento de 60 imãs muçulmanos para atuar nas prisões. O governo vai lançar, "uma página na internet para informar o grande público sobre os meios de luta contra o recrutamento jihadista, principalmente de jovens", anunciou.

Valls disse ainda que, ao longo de três anos, "60 milhões de euros vão ser destinados à prevenção da radicalização".

Estas medidas juntam-se às anunciadas pelo presidente francês, François Hollande, dirigidas sobretudo ao reforço da capacidade dos serviços de segurança.

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