Estado Islâmico será derrotado, diz Obama

By | 12/02/2015

Washington. O presidente Barack Obama disse ontem que a coalizão liderada pelos Estados Unidos será bem-sucedida em destruir o Estado Islâmico.

Obama falou na Casa Branca depois de submeter seu pedido para uma nova autorização de uso de força militar contra a facção radical. De acordo com ele, seu novo pedido de poderes de guerra não se tornará uma autorização para outro conflito terrestre como os travados pelos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Segundo o líder norte-americano, o anteprojeto barraria qualquer invasão em larga escala por tropas terrestres dos EUA, afirmando que uma ação desse tipo não é necessária para combater a milícia. Mas o presidente disse que ele poderia enviar forças especiais se os EUA tiverem inteligência suficiente sobre onde estão reunidos os líderes do EI, por exemplo.

De acordo com ele, a missão é difícil e continuará assim por algum tempo. Mas ele diz que a coalizão liderada pelos EUA está na ofensiva.

Obama afirmou que consultou os democratas e os republicanos no Congresso antes de submeter o pedido para uma autorização para o uso de força militar contra o Estado Islâmico.

Segundo Obama, a autorização se limitaria a três anos, para dar a seu sucessor a oportunidade de reavaliar a situação.

Base legal

Com o equivalente a uma declaração de guerra, Obama seria autorizado a continuar a luta contra o grupo jihadista sobre uma base legal mais sólida, ao mesmo tempo em que teria uma cobertura legal no âmbito doméstico. A mesma significa um aumento da pressão sobre o EI – que atualmente controla zonas da Síria e do Iraque – quando o governo iraquiano prepara uma grande ofensiva terrestre. Em uma carta aos legisladores, o presidente declarou que a concessão de mais poderes para conduzir a guerra contra o EI "mostraria ao mundo que estamos unidos em nossa determinação" para derrotar os jihadistas, que controlam vastos territórios na Síria e no Iraque.

Desde meados de 2014, o exército norte-americano – com o apoio de uma coalizão internacional – lidera uma campanha de ataques aéreos contra posições do EI nesses dois países.

O EI "representa uma ameaça ao povo e à estabilidade do Iraque, Síria e Oriente Médio, e à segurança dos Estados Unidos", diz Obama na carta. "Se não for controlado, o EI representará uma ameaça para além do Oriente Médio, incluindo à pátria americana", insistiu.

Estrangeiros jihadistas

Os Estados Unidos acreditam que 20 mil estrangeiros de 90 países chegaram à Síria para se juntar ao Estado Islâmico, segundo o serviço secreto americano.

O ritmo de chegada não tem precedentes, comparado a outras áreas de conflito como o Afeganistão, Paquistão, Iraque, Iêmen ou a Somália, disse Nicolas Rasmussen, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo (NCTC, na sigla inglesa) em declaração divulgada antes de uma audiência, ontem, com o Comitê de Segurança Interna da Câmara de Deputados.

"Estimamos que pelos 3.400 combatentes estrangeiros são provenientes de países ocidentais, incluindo 150 norte-americanos", disse Rasmussen. O número de pessoas que pretendem se juntar ao grupo extremista também está aumentando.

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