Estado Islâmico é inimigo comum

By | 15/02/2015

Jerusalém. Conflito à parte, israelenses e palestinos estão lutando contra um inimigo em comum: o Estado Islâmico (EI). Ambos os governos demonstram preocupação com o aparecimento de sinais de presença do grupo em suas sociedades. O adversário pode não estar ainda unindo israelenses e palestinos, mas mostra que há rivais mais perigosos do que os tradicionais. Alguns em Israel até dizem preferir o Hamas do que o EI.

"O Hamas é o diabo que você conhece", diz o especialista israelense Harel Chorev, da Universidade de Tel Aviv. Israel denuncia o Hamas por ser uma organização terrorista, mas sabe que não há alternativa melhor.

Entre os palestinos, há informações de cem jovens que já foram lutar na Síria e no Iraque desde o começo de 2014. No caso de Israel, 30 voluntários, todos árabes-israelenses, se juntaram às forças islamistas só nos últimos seis meses.

Na Faixa de Gaza, mensagens com a bandeira negra do EI com ameaças a mulheres e intelectuais começaram a aparecer nas principais cidades do enclave palestino. Apesar dos sinais, o grupo xiita Hamas, que controla Gaza desde 2007, negou a presença de células do EI na Faixa de Gaza. "Queremos assegurar a todos que o EI não existe na Faixa de Gaza e nossas agências de segurança estão no controle da situação", assegurou Yiad al-Bozum, porta-voz do Ministério do Interior de Gaza.

Em Israel, o temor também é crescente porque a ideologia do grupo encontrou campo fértil entre alguns dos 1,5 milhão de árabes do país. O caso mais divulgado foi de sete árabes das cidades de Sachnin e Nazaré que foram presos em dezembro sob suspeita de estabelecer células do EI em Israel. Em janeiro, líderes da Palestina e de Israel caminharam juntos, em Paris, durante a marcha republicana de homenagem às vítimas do terrorismo.

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