Estado Islâmico diz ter capturado “espião israelense” na Síria

By | 13/02/2015

O Estado Islâmico disse nesta quinta-feira (12) que mantém sob seu poder um árabe-israelense que se apresentava como militante estrangeiro mas que tinha o objetivo de espionar para a Mossad, algo que foi negado por Israel e pela família do homem, segundo a qual ele foi sequestrado.

Em uma entrevista publicada pela revista em inglês mantida pelo Estado Islâmico na Internet, chamada Dabiq, Muhammad Musallam, de 19 anos, afirmou ter se juntado ao grupo insurgente na Síria para então poder reportar aos israelenses informações sobre estoques de armamentos, bases e recrutas palestinos.

Após sua conduta levantar a suspeita de comandantes do Estado Islâmico, ele derrubou seu disfarce ao ligar para seu pai em Jerusalém Oriental, disse Mussallam, segundo a revista Dabiq.

“Eu digo a todos aqueles que querem espionar o Estado Islâmico, não pensem que são tão espertos assim e que podem enganar o Estado Islâmico. Vocês não vão obter nenhum sucesso”, acrescentou ele, de acordo com a revista. “Fiquem longe desse caminho. Afastem-se de ajudar os judeus e os murtaddin (apóstatas). Sigam o caminho certo.”

O pai de Mussallam, Said, negou que seu filho fosse um espião, afirmando que ele desapareceu durante uma viagem de turismo à Turquia. Ele então ligou para casa, dizendo ter sido capturado e levado à vizinha Síria, mas que seria possível pagar por sua libertação, disse o pai.

“Ele disse ‘Pai, eu preciso de 200 ou 300 dólares para então eles me deixarem ir”, disse Said Musallam à Reuters. Antes que pudesse enviar o dinheiro, outro homem telefonou para informar que Muhammad havia fugido de seus sequestradores, mas acabara sendo capturado pelo Estado Islâmico.

Um representante israelense do setor de Segurança disse que Mussallam viajou para a Turquia em 25 de outubro para lutar junto ao Estado Islâmico na Síria.

“Ele foi por iniciativa própria, sem o conhecimento de sua família”, disse a autoridade israelense à Reuters. Questionado se sua declaração constituía uma negativa de que Musallam era um espião para Israel, o representante respondeu: “Você pode entender dessa maneira, sim.”

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