Ênfase muda agora para investimento, diz ministro

By | 26/01/2015

Suíça. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, aproveitou o painel mais importante do Fórum Econômico Mundial para anunciar, mais amplamente, as mudanças na política econômica brasileira – da ênfase no consumo para o estímulo ao investimento, arrumação das contas públicas, realinhamento de preços e reformas para facilitar o crescimento. A política, explicou Levy, será baseada em instrumentos tradicionais.

O ministro reafirmou a intenção de conseguir neste ano um superávit primário – dinheiro destinado ao pagamento de juros – equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Absteve-se de explicar o mau estado das contas públicas brasileiras. Ao mencionar o baixo crescimento econômico do País, limitou-se a mencionar "vários fatores" e apenas citou como exemplo a queda de preços das commodities exportadas.

Superficial

Sem entrar nos detalhes da orientação seguida nos últimos quatro anos, apontou a necessidade de mudar a ênfase para o investimento. Além disso, atribuiu, "em parte", às eleições a queda do montante investido no ano passado. Como a discussão do cenário global envolvia o problema do emprego, o ministro apontou uma diferença mencionada frequentemente por seu antecessor: a criação de milhões de postos de trabalho no Brasil nos anos posteriores à crise de 2008. Não se referiu à qualidade e à produtividade dos empregos criados.

"Houve muita criação de emprego nos últimos anos, muitos milhões Temos uma das mais baixas taxas de emprego da nossa história, a mais baixa, de fato. A renda subiu muito, houve muita inclusão. Mas de alguma forma esse processo começou a desacelerar no último par de anos, em parte por causa das mudanças no preço de commodities, em todo o mercado emergente. E decidimos mudar", diz.

"Tivemos eleições no ano passado, e essa foi uma das palavras mais faladas. E o governo, a presidente, decidiu no começo deste ano tomar algumas ações", acrescentou de forma superficial.

No ano passado, ninguém foi capaz de prever a queda do preço do petróleo, os ataques do Estado Islâmico e a crise na Crimeia, comentou no início o coordenador do debate, Lawrence Fink, presidente da gigante de investimentos Black Rock.

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