Egídio Serpa

By | 31/01/2015

Água: importar tecnologia

Diante da necessidade de poupar água, o Brasil – o Ceará no meio – dá passos no sentido de importar as últimas tecnologias de irrigação. Há uma semana, na fazenda Flor da Serra, na Chapada do Apodi, a simples troca dos bicos dos 10 pivôs centrais usados para a irrigação resultou na redução de 30% do consumo de água. Mesmo o pivô central já é hoje uma tecnologia de penúltima geração. A mais atual é a da irrigação por gotejamento subterrâneo que só libera o que a raiz da planta pede. É esta – desenvolvida e em uso nos EUA – que o Brasil, e o Ceará também, deve importar para garantir a produção de alimentos. Hoje, no Brasil e nos EUA, de cada 100 litros de água, 70 são consumido pela agricultura; na China, 90%. Assim, a saída é usar a melhor tecnologia.

Educação

"Tenho boa experiência na área educacional, pois fui subsecretário de Educação do Estado" – diz o novo secretário de Educação da PMF, economista Jaime Cavalcante, que até ontem era o bom subsecretário de Finanças de Fortaleza.

Sem água

Está faltando água no perímetro irrigado do Baixo Acaraú, na região Norte do Cear. É o que revelam, com tristeza, os produtores. Alguns deles – desesperados – investem na perfuração de poços profundos. O subsolo da área parece promissor.

Praça

Ficou "um brinco" a nova Praça da Imprensa, já eleita pelos fortalezenses como a melhor para a prática diária de caminhadas. A praça ganhou novas áreas verdes e um piso especial já elogiado pelas dezenas de pessoas que diariamente caminham ali.

Petrobras

Há uma mudança visível na Petrobras: sua diretoria, a começar pela presidente da empresa, Graça Foster, deu para falar a verdade, sem, aparentemente, esconder nada. Agora já se sabe que a empresa, que parecia à deriva, retoma o rumo certo.

Agrotóxicos: um avanço

Grandes fabricantes de defensivos químicos – os chamados agrotóxicos – só se preocupam com as grandes culturas, como a da soja, do milho e do algodão. Para as culturas menores, as "micor crops", elas não produzem defensivos. Assim, culturas de melão, quiabo, tomate, melancia, cebola, banana e pimentão não têm, no Brasil, seus próprios defensivos, razão pela qual usam os de outras culturas. Agora, o Ministério da Agricultura, Anvisa, Ibama e Abrafrutas caminham para um entendimento. Está vigente a Instrução Normativa Conjunta (Mapa, Anvisa e Ibama), que facilita o registro de novos produtos para as "minor crops". Um avanço.

Sem sossego

Se depender do deputado cearense Chico Lopes (foto), a diretoria da Petrobras não terá sossego. Ele solicitou audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para ouvir a diretoria da estatal sobre o cancelamento do projeto da Refinaria do Pecém. Lopes está revoltado.

Bom

Economia

Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda e hoje sócio da consultoria Tendências, lança seu novo livro "O acaso favorece a quem se prepara". É sobre o futuro a economia do Brasil.

Ruim

Aeroporto

Quer o Palácio do Planalto que os aeroportos de Salvador e Porto Alegre sejam transferidos para a iniciativa privada. Por que não o de Fortaleza, também? É para que a ampliação termine logo.

Livre Mercado

Tudop indica que a cultura será mesmo prioridade do governo de Camilo Santana, que se compromete publicamente a elevar do atual 0,3% para 1,3%, até 2018, o total das dotações orçamentárias para o setor. Guilherme Sampaio, do PT, novo secretário da Cultura, tem exatamente a noção do que significa cumprir esse compromisso. Para isso, mobilizará a sociedade. E começará pela do município do Crato, terra natal do governador, que segunda-feira, 2, se reunirá para debater sobre a cultura estadual, com foco na da região do Cariri. O secretário replicará a mesma reunião em Fortaleza, na quarta-feira, 4, com o mesmo objetivo. Um trabalho de Hércules

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