Economistas elevam projeção de alta do IPCA em 2015 a 7,15% e veem Selic a 12,75% em abril

By | 09/02/2015

Economistas de instituições financeiras elevaram pela sexta semana seguida a perspectiva para a inflação neste ano, para mais de 7%, com os preços administrados mais elevados em meio a uma economia estagnada e com o juro básico mais alto neste semestre.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (9), os economistas continuam vendo nova elevação da Selic em 0,25% em março, para 12,50%.

Mas passaram a ver mais uma alta também de 0,25 ponto na reunião seguinte, em abril, com a taxa básica indo a 12,75%. Entretanto, a perspectiva é de que na última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), em novembro, a Selic seja reduzida a 12,50%. Para 2016, foi mantida a perspectiva de que a Selic encerrará a 11,50%.

O Top-5 de médio prazo, com os economistas que mais acertam as projeções, por sua vez, ainda vê a Selic a 13% ao final deste ano, mas reduziu a projeção para o fim de 2016 a 11,50%, contra 11,75% antes. Em relação à inflação, a estimativa para a alta do IPCA em 2015 agora é de 7,15%, contra 7,01% anteriormente.

A expectativa de inflação não arrefece diante da pressão dos preços administrados. A projeção para a alta desse grupo subiu na pesquisa para 9,48%, contra 9,0% anteriormente, na nona semana seguida de alta das estimativas.

Em janeiro, o IPCA saltou 1,24%, maior avanço em 12 anos, devido às tarifas de energia elétrica e transportes, bem como aos preços de alimentos. A última vez que o IPCA ficou acima de 7% foi 2004, ao subir 7,60%. A meta do governo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

A projeção para o IPCA no final de 2016 permaneceu em 5,60%, com avanço de 5,50% dos administrados, contra 5,80% antes. Já a projeção para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 passou a zero, contra crescimento de apenas 0,03 % no levantamento anterior.

Essa foi a sexta semana seguida de deterioração na projeção para a economia neste ano. Para 2016, a estimativa foi mantida em 1,50%. Já sobre 2014 os economistas consultados reduziram a estimativa de expansão, a 0,07%, ante 0,10%.

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