Documento do Papa Francisco sobre o polêmico Sínodo da Amazônia previsto para 12 de fevereiro: Vaticano

Espera-se que a exortação do Papa provoque sérias controvérsias em torno de questões como celibato, “ministérios oficiais” para as mulheres e aceitação de elementos pagãos.

Papa Francisco posa com mexicanos nativos durante sua Audiência Semanal Geral na Praça de São Pedro em 29 de agosto de 2018 na Cidade do Vaticano.
Giulio Origlia / Getty Images

ROMA, 7 de fevereiro de 2020 – O Vaticano anunciou hoje que o documento amplamente esperado do Papa Francisco sobre o Sínodo da Amazônia será divulgado na quarta-feira, 12 de fevereiro.

De acordo com um comunicado emitido na sexta-feira, “Querida Amazônia”, a exortação pós-apostólica do Papa na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos sobre a região Pan-Amazônica, será apresentada em uma coletiva de imprensa às 13h na Assessoria de Imprensa da Santa Sé.

O lançamento da exortação apostólica do Papa Francisco promete atrair considerável atenção e controvérsias potencialmente graves. Em jogo no documento está a disciplina do celibato dos sacerdotes na Igreja Latina, a introdução de “ministérios oficiais” para as mulheres e a aceitação de elementos pagãos da cultura amazônica na oração e liturgia da Igreja.

Todos esses pontos foram levantados tanto no documento preparatório para o Sínodo da Amazônia quanto durante a assembleia de outubro.

Apresentando o documento estará o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos; Cardeal Michael Czerny, SJ, Subsecretário para a seção migrantes e refugiados do Vaticano para o desenvolvimento humano integral; O padre jesuíta Adelson Araújo dos Santos, que leciona teologia e espiritualidade na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma; Sr. Augusta de Oliveira, SMR, Vigário Geral dos Servidores de Maria Reparatrix; e o professor Carlos Nobre, ganhador do Prêmio Nobel de 2007 e membro da Comissão Ambiental Científica e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Também contribuirá via mensagem de vídeo o bispo David Martínez de Aguirre Guiné, OP, de Puerto Maldonado, que atuou como Secretário Especial para o Sínodo Pan-Amazônico.

Como o LifeSite relatou, vários e potencialmente conflitantes textos da exortação apostólica têm circulado recentemente no Vaticano e entre várias conferências de bispos.

O historiador italiano Roberto de Mattei disse que várias fontes confirmaram que nem o Secretário de Estado do Vaticano nem a Congregação para a Doutrina da Fé receberam um rascunho parcial da exortação apostólica que o cardeal brasileiro Cláudio Hummes, Relator Geral do Sínodo da Amazônia de 6 a 27 de outubro, enviado a pelo menos várias conferências de bispos em meados de janeiro.

O projeto parcial divulgado pelo cardeal brasileiro reproduziu o parágrafo 111 do documento final do Sínodo da Amazônia. No parágrafo 111, os padres do sínodo propuseram a ordenação de homens casados em “áreas mais remotas da região amazônica”.

De Mattei, presidente da Fundação Lepanto, com sede em Roma, e diretor da Corrispondenza Romana, argumentou que a inclusão positiva dessa passagem na exortação apostólica (seja no corpo principal ou em uma nota de rodapé) efetivamente “abriria a porta” para o Bispos alemães, e outros, para criar um clero casado. “Não há razão para proibir em outras regiões do mundo o que será permitido em algumas partes da Amazônia”, escreveu.

Ele disse que fontes também confirmaram que “o documento aprovado pela Congregação para a Fé não contém essa passagem” e é “católico”.

Só o tempo dirá.

Créditos:

Diane Montagna

Traduzido do site: https://www.lifesitenews.com/news/pope-francis-doc-on-amazon-synod-due-out-february-12-vatican