Trabalhadores do Comperj chegam à Petrobras após bloquear ponte Rio-Niterói

By | 11/02/2015

Cerca de 400 trabalhadores da empresa Alumini Engenharia que trabalham nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) bloquearam por duas horas e meia a Ponte Rio-Niterói no início da tarde desta terça-feira (10/02).

Os trabalhadores saíram de ônibus de Itaboraí (RJ) para o Rio de Janeiro a fim de participar de manifestação em frente à sede da Petrobras, na Avenida Chile, centro do Rio. Quando passavam pela ponte Rio-Niterói decidiram descer no meio da ponte, na altura do vão central, e seguir a pé. Com isso, houve muitas retenções no trânsito e no acesso à ponte pelos dois lados.

Por volta das 16h, os trabalhadores estavam na Avenida República do Chile, onde fica a sede da Petrobras. Eles querem o pagamento de salários atrasados há três meses, benefícios como férias, décimo terceiro, FGTS; tíquete-alimentação e seguro-saúde.

Os manifestantes também protestam contra demissões de cerca de 500 funcionários e atrasos no pagamento de salários para 2,5 mil. Eles querem o pagamento dos salários além de benefícios como férias, décimo terceiro, FGTS; tíquete-alimentação e seguro-saúde.O

Comperj é uma das obras envolvidas nas denúncias de superfaturamento e favorecimento de empreiteiras que trabalham para a Petrobras. Houve redução no ritmo das obras e corte em pagamentos para fornecedores e prestadores de serviços.

"Estamos cansados de sermos tratados como nada! Na hora de construirmos este Brasil temos valor, mas na hora de recompensar devidamente pelo que trabalhamos somos tratados com descaso", disse um dos trabalhadores da Alumini que interditam o trânsito na ponte. A declaração foi postada no Facebook do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial da Cidade de Itaboraí (Sintramon).

Revista Época Negócios