Terrorista tinha registro na Turquia

By | 14/01/2016

Ancara. O homem-bomba que matou 10 turistas alemães no coração histórico e turístico de Istambul tinha registro junto às autoridades de imigração turcas, mas não integrava qualquer lista conhecida de militantes suspeitos, disse o ministro do Interior da Turquia ontem.

A polícia da Turquia prendeu cinco suspeitos de ter conexão com o atentado suicida. Também ontem foram presos 13 supostos membros da facção radical Estado Islâmico (EI), incluindo três russos, que foram detidos na cidade costeira de Antalya. Os demais dez suspeitos foram presos em Izmir e Konya.

O autor do atentado, um membro do Estado Islâmico apontado como recém-chegado da Síria, detonou a bomba na terça-feira na Praça Sultanahmet, perto da Mesquita Azul e da Basílica de Santa Sofia, famosos locais turísticos em uma das cidades mais visitadas do mundo.

Questionado sobre o rumor na mídia turca de que o homem-bomba tinha se registrado no escritório de imigração em Istambul há uma semana, o ministro do Interior, Efkan Ala, confirmou que as impressões digitais do responsável pelo ataque estavam nos arquivos das autoridades turcas. "Sua avaliação de que as impressões digitais deles foram registradas e há um arquivo dele está correta. Mas ele não estava na lista de suspeitos procurados. E nem na lista de alvos enviada por outros países", disse Ala em coletiva de imprensa juntamente com seu colega alemão, Thomas de Maiziere.

O jornal turco Haberturk publicou o que parece ser uma imagem do homem-bomba capturada por uma câmera de circuito fechado de TV, identificado na mídia local como o saudita Nabil Fadli, em um escritório de imigração em Istambul no dia 5 de janeiro. Segundo o jornal, a identificação foi feita por meio de uma amostra de um dedo retirado do local da explosão. Ele teria nascido em 1988 e acreditava-se ter vivido na Síria.

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