Termina epidemia de ebola, diz OMS

By | 15/01/2016

Genebra. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou oficialmente, ontem, o fim da epidemia de ebola na região da África Ocidental, mas advertiu que há riscos de que aconteçam mais casos nos próximos meses.

O anúncio veio ao declarar a Libéria, o último país afetado, livre da doença que matou mais de 11 mil pessoas em dois anos. A organização declarou o fim da epidemia no país 42 dias depois de divulgados os resultados negativos dos últimos casos. Em novembro, a Libéria havia confirmado uma nova contaminação pelo ebola, depois de ter declarado em setembro que estava livre do vírus pela segunda vez.

"Hoje, a Organização Mundial da Saúde declara o fim da epidemia de ebola na Libéria e afirma que todas as cadeias conhecidas de transmissão na África Ocidental cessaram", disse a OMS. Rick Brennan, diretor de Gestão de Emergência e Resposta Humanitária da organização, celebrou a notícia. "Parabenizamos as populações, os governos e o pessoal de saúde que lutou contra o maior e mais complexo surto de ebola já visto e ao qual responderam conjuntamente os países afetados e a comunidade internacional", afirmou.

Novos focos

A organização, contudo, advertiu que "o trabalho não terminou" e indicou que "novos focos são esperados". "Devemos seguir comprometidos", disse, em Genebra, Peter Graaff, coordenador da resposta ao ebola na Organização Mundial da Saúde. Pela primeira vez desde que se detectou o primeiro caso, em dezembro de 2013, todas as cadeias de contágio foram interrompidas nos três países mais afetados: Libéria, Guiné e Serra Leoa.

A Guiné foi declarada livre de ebola no dia 29 de dezembro e Serra Leoa, em 7 de novembro do ano passado. Esta epidemia, a mais grave e letal desde a identificação do vírus, há 40 anos, atingiu também Nigéria e do Mali. No total, em dois anos, foram identificados casos da doença em 10 países, incluindo Espanha e Estados Unidos.

Oficialmente, o ebola provocou a morte de 11.315 dos 28.637 contagiados, mas Brennan reconheceu que provavelmente esses números estão subestimados. A epidemia causou o colapso dos serviços de saúde na Libéria, Guiné e Serra Leoa, que estavam mal preparados para uma emergência de tal magnitude. Quando a epidemia começou e durante vários meses, a taxa de mortalidade ficou na casa dos 80%, mas quando a OMS começou a apoiar os países maciçamente e os centros de tratamento para ebola foram gradualmente instalados, esta taxa caiu para 60% ou menos.

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