Snoop Dogg investe na cachaça brasileira Cuca Fresca

By | 13/02/2015
Snoop Dogg publica em seu instagram foto com garrafas da Cuca Fresca (Foto: Reprodução Instagram)

A mais nova empreitada do rapper e produtor Snoop Dogg parece apostar que os americanos estão dispostos a tomar um drinque diferente: a cachaça brasileira. Segundo o site CNBC, ele tornou-se sócio da Cuca Fresca, após estampar campanhas da marca no ano passado. "Como um homem de negócios, estou de olho em várias oportunidades de crescimento. E essa é uma delas", escreveu ele em email à CNBC.

O investimento inusitado não é isolado. Snoop parece estar diversificando. Ele investiu no fórum Reddit e no Robinhood, um aplicativo que facilita o comércio – sem cobrar comissão. Agora, ele segue a tendência de outros artistas, que emprestaram sua marca e credibilidade a bebidas alcóolicas. 

Foto de campanha da Cuca Fresca para o Super Bowl (Foto: Reprodução Instagram)

Ele já estampa há algum tempo campanhas e promoções da Cuca Fresca, com o slogan: "É hora de beber algo diferente". A imprensa americana descreve que a "cachaça é uma bebida muito comum no Brasil, mas que não possui penetração nos Estados Unidos" e aponta a Cuca Fresca como uma "cachaça pouco conhecida". 

O investimento pode ser, para ele, uma forma de se aproximar do Brasil. "Eu sempre tive uma atração muito grande pelos brasileiros desde que gravei o clipe de 'Beautifiul' no Rio de Janeiro em 2003".

"Depois, ouvi falar da Cuca Fresca e percebi que era algo fresco e diferente e que poderia gerar buzz", contou ao site. De acordo com a Euromonitor, as vendas de bebidas no Brasil bateram US$ 7,26 bilhões em 2013. Um especialista da Euromonitor afirmou não ter certeza se investir em cachaça é um bom negócio nos EUA. "No final do dia, fica um pouco de incerteza de ver essa bebida competindo com outras como tequilia, rum e vodca, que são muito fortes aqui", afirmou Eric Penicka, pesquisador da consultoria. 

Phoenix Kelly-Rappa, sócio-diretor da Cuca Fresca afirmou que a intenção da marca é a de justamente trazer um novo público consumidor: como a geração mais velha de millennials, que estão abertos a experimentar coisas novas. 

Revista Época Negócios