Sistema elétrico do NE terá melhora

By | 16/01/2016

São Paulo. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou ontem a terceira revisão de projeções para o sistema elétrico em janeiro, e mais uma vez anunciou previsões mais favoráveis para o início do ano. A melhoria nas condições do sistema, desta vez, foi generalizada, atingindo todas as regiões. No Nordeste, o ONS elevou de 29% para 35% da média de longo termo (MLT) a previsão de Energia Natural Afluente (ENA) em janeiro deste ano. Dessa forma, o nível de água armazenada nos reservatórios nordestinos deve ir dos atuais 5,63% para 12,3%.

O maior destaque, porém, foi o submercado Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento de água no País. Isso porque o ONS elevou de 104% para 128% da MLT a previsão de ENA em janeiro. Confirmada a previsão, o nível de água armazenada nos reservatórios subirá dos atuais 33,65% para 44,6% ainda neste mês. Na sexta-feira passada, a projeção estava em 39,2%.

No caso da região Sul, a previsão de ENA foi elevada de 214% para 216% da média histórica durante meses de janeiro. Para a região Norte, a previsão subiu de 30% para 39% da MLT.

As previsões do ONS sugerem que o nível de água armazenada no Sul cairá dos 95,9% registrados ontem para 95,7% no dia 31 de janeiro. No Norte, a alta esperada é de 15,92% para 25,4%.

Carga

O Informe do Programa Mensal de Operação (IPMO) divulgado ontem também apresentou a terceira revisão para a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) em janeiro. O indicador, que dimensiona a demanda por energia no sistema, aponta queda de 3,8% em relação a janeiro do ano passado, menos adversa do que a retração de 4,5% prevista uma semana atrás. A carga deve atingir 66.992 MW médios no período.

A queda é explicada pela redução da demanda nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul. No SE/CO, a carga encolherá 4,8%. No Sul, a queda será de 5%. A previsão para o Nordeste também é negativa, com retração de 3,3%. No Norte, o número previsto é positivo, de 7,2%.

A perspectiva mais favorável para o nível dos reservatórios na região Sudeste resultou na queda do Custo Marginal de Operação (CMO), válido para o intervalo entre 16 e 22 de janeiro. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, o indicador foi revisado de R$ 12,60/MWh para R$ 9,66/MWh, queda de 23,3%.

No Nordeste, onde o nível dos reservatórios permanece reduzido, o número caiu de R$ 477,49/MWh para R$ 304,29/MWh, variação de 36,3%, informou o IPMO.

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