Síria declara que EI matou mais 300

By | 18/01/2016

Damasco. O governo da Síria informou ontem que militantes do Estado Islâmico mataram cerca de 300 pessoas no sábado, em uma "massacre terrível" na cidade de Deir el-Zour, no leste do país, além de terem sequestrado 100 pessoas. Segundo a agência de notícias estatal, Sana, a maioria dos que morreram era formada por idosos, mulheres e crianças, enquanto ativistas da oposição disseram que muitas das vítimas eram soldados sírios e milicianos favoráveis ao governo e suas famílias.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), sediado no Reino Unido, afirmou que pelo menos 135 pessoas foram mortas e que cerca de 80 delas eram soldados sírios, milicianos favoráveis ao governo e civis. Disse ainda que muitos deles foram mortos a tiros ou decapitados.

O grupo Estado Islâmico controla a maior parte da província de Deir el-Zour e grande parte da capital, que tem o mesmo nome. Enquanto isso, o governo controla vários distritos da parte norte da cidade e do aeroporto militar adjacente.

Massacre

Já a emissora de televisão Al-Mayadeen, sediada no Líbano, relatou também que dezenas de pessoas morreram e que os corpos foram jogados no rio Eufrates. Além disso, informou que cerca de 400 civis foram levados como reféns.

Os relatórios não puderam ser confirmados de forma independente. A agência de notícias do Estado Islâmico, Aamaq, havia relatado um ataque em grande escala em Deir el-Zour.

Segundo a agência, o massacre começou com um ataque suicida. Ontem, o grupo informou que ampliou áreas de controle no oeste e no norte da cidade e que 110 soldados do governo sírio foram mortos e pelo menos outros cinco foram capturados.

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