Sindicalistas pedem ajuda do TCU contra atrasos em pagamentos da Petrobras

By | 11/02/2015
Protesto realizado nesta terça-feira (10) em frente à Petrobras (Foto: Agência Brasil)

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, e representantes de outras centrais de trabalhadores se reuniram na tarde desta terça-feira (10/02), com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz. Os sindicalistas buscam uma solução para os atrasos no pagamento de salários e benefícios de trabalhadores que atuam em obras da Petrobras.

Com o desenrolar da Operação Lava Jato, a estatal suspendeu pagamentos de contratos a empresas citadas nas investigações. Como resultado, os trabalhadores das obras envolvidas deixaram de receber. Muitos que foram demitidos também não tiveram a rescisão paga.

De acordo com Torres, cerca de 20 mil pessoas em todo o país se encontram nessa situação, 6 mil somente no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), empreendimento com cronograma atrasado e suspeitas de superfaturamento.

Trabalhadores do Comperj chegam à Petrobras após bloquear ponte Rio-Niterói

Os sindicalistas sugerem que a estatal faça os pagamentos diretamente aos empregados, já que o dinheiro não pode ser repassado às empreiteiras. "O TCU pode fazer uma recomendação para que a Petrobras faça isso", ressaltou Torres, antes de dizer que a estatal não tem facilitado as negociações. "A Petrobras está fugindo das negociações. Nas reuniões com o governo, a Petrobras não aparece. Vamos ver como vai ser com o novo presidente", disse.

Na opinião do sindicalista, sendo a empresa inidônea ou não, "o trabalhador já produziu, é preciso achar uma saída". Segundo ele, o presidente do TCU se comprometeu a fazer uma reunião colegiada após o carnaval para decidir qual será o procedimento.

Também participaram do encontro representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

Nesta terça, o grupo também vai ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tratar do mesmo tema, e ao Congresso Nacional, onde discutem a anulação das medidas provisórias que mudaram regras trabalhistas e previdenciárias.

Revista Época Negócios