Rios que “servem” o sistema Cantareira também podem ter captação reduzida

By | 03/02/2015

Na tentativa de levar mais água para o sistema Cantareira, a captação por indústrias, empresas de saneamento e agricultores (para irrigação) nos rios de Minas Gerais responsáveis por abastecer os reservatórios também sofrerá restrição.

A medida será praticamente a mesma adotada no mês passado para os rios Jaguari, Atibaia e Camanducaia, nas bacias dos rios PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), no Estado de São Paulo. A norma restringe a captação para 20% (empresas de abastecimento público) e 30% (indústria e irrigação) toda vez que a vazão dos rios caírem.

Ainda nesta semana, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Mineiro de Gestão de Águas  (Igam), ligado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, devem publicar uma resolução conjunta para estabelecer as regras de restrição.

Segundo o Consórcio PCJ, entre os rios atingidos devem estar o Camanducaia, o Jaguari, o Jacareí, o Cachoeirinha e o Atibainha. A medida será nos trechos dos rios das cidades mineiras de Extrema, Camanducaia, Toledo, Sapucaí-Mirim e Itapeva.

O sistema Cantareira, operado pela Sabesp, abastece cerca de 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Parte da água dos reservatórios é destinada a rios das bacias PCJ, que atendem uma área da região metropolitana de Campinas, que tem 2,9 milhões de habitantes.

A direção da ANA informou, por meio de assessoria, que a resolução deve sair nesta semana após assinaturas de representantes do governo mineiro.

O Igam não respondeu aos questionamentos da reportagem até as 20h desta segunda-feira (2).

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