Reféns são salvos de hotel atacado

By | 17/01/2016

Ouagadougou A polícia de Burkina Faso resgatou neste sábado 126 reféns, entre eles o ministro Clément Sawadogo, do hotel Splendid, na capital Ouagadogou, após um ataque que deixou ao menos 27 mortos na última sexta-feira. A informação foi confirmada pelo ministro de Segurança do país.

De acordo com as agências de notícias internacionais, três jihadistas do grupo Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que assumiu a autoria do ataque, foram mortos em operação do exército no hotel. Um quarto integrante foi morto em fuga. A embaixada da França em Burkina Faso afirma que 27 reféns foram mortos.

As forças de segurança contam com a colaboração de militares americanos e franceses. Os mortos no ataque pertencem a 18 nacionalidades diferentes, afirmou o ministério da defesa do país.

O ataque começou por volta das 20h locais (18h de Brasília), quando pelo menos três indivíduos mascarados entraram no hotel Splendid, um dos mais frequentados por estrangeiros e funcionários, segundo relataram testemunhas do acontecido à imprensa local.

O mesmo grupo terrorista reivindicou a autoria do ataque realizado contra o hotel Radisson Blu em Bamaco, a capital do Mali, em 20 de novembro do ano passado, que causou a morte de 19 pessoas.

Política

Burkina Faso teve recentemente sua primeira eleição presidencial desde um golpe de estado ocorrido no ano passado. A manobra derrubou o ditador Blaise Compaore, que governou o país por 27 anos.

Guerra santa

Um membro de alto escalão da Al Qaeda no Maghreb Islâmico (AQIM) pediu, em dezembro do ano passado, que os muçulmanos em vários países, incluindo Burkina Faso, promovam a jihad (guerra santa).

A AQIM, ao lado de outros dois grupos, também reivindicou a responsabilidade pela morte de 20 pessoas e pela tomada de reféns na capital do Mali, em novembro.

Internacional