Receita líquida consolidada do GPA sobe 0,2% no 4º trimestre

By | 12/01/2016
Fachada da sede do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Divulgação)

A receita líquida consolidada do Grupo Pão de Açúcar ficou praticamente estável no quarto trimestre, com variação positiva de 0,2%, para R$ 19,7 bilhões, com o segmento alimentar compensando o desempenho fraco da empresa de móveis e eletroeletrônicos Via Varejo.

O segmento alimentar teve alta de 6,7% na receita, impulsionado pelo avanço de 27,8% na bandeira de atacarejo Assaí, ao passo que o segmento de multivarejo –que reúne as bandeiras Pão de Açúcar e Extra– teve variação negativa de 0,3%. Segundo o GPA, o segmento apresentou recuperação do fluxo de clientes em todas as bandeiras.

Já o segmento não alimentar viu a receita recuar 6,2%, principalmente pela baixa de 14,7% apurada na empresa de móveis e eletroeletrônicos Via Varejo, controladora da Casas Bahia e do Ponto Frio.

Já a receita da companhia de comércio eletrônico Cnova subiu 9,5%. "As vendas de não alimentos tiveram desempenho superior ao do mercado, apesar do cenário macro desfavorável", disse o GPA.

A receita líquida consolidada mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) teve queda de 2,3% na mesma base de comparação, afetada por baixa de 15,2% da receita líquida mesmas lojas da Via Varejo.

Apesar do resultado fraco, o GPA ressaltou que a Via Varejo teve recuperação de participação de mercado no período e aumento de aproximadamente sete pontos percentuais no patamar de vendas mesmas lojas em relação aos seis meses anteriores.

De outubro a dezembro, foram inauguradas 25 novas lojas, sendo 24 do segmento alimentar e uma da Casas Bahia.

Cnova

Em comunicado sobre a Cnova, o Grupo Pão de Açúcar informou que as investigações sobre a gestão de estoques no Brasil da companhia de comércio eletrônico indicaram até o momento uma sobrestimação nas vendas líquidas da companhia de aproximadamente 110 milhões de reais acumulada até 31 de dezembro de 2015.

A empresa disse também ter identificado discrepância material nas contas a receber relacionada aos itens danificados ou devolvidos. O impacto combinado, baseado em estimativas preliminares, resultaria em provisões sem efeitos caixa entre 110 milhões e 130 milhões de reais que reduziriam o Ebit da Cnova.

A divulgação do resultado da Cnova no quarto trimestre está sujeita aos avanços da investigação na gestão de estoques em curso no Brasil, segundo a empresa.

 

(Por Luciana Bruno)

Revista Época Negócios