Premiê promete caçar militante

By | 28/02/2015

Londres. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu ontem usar todos os meios a seu dispor para caçar militantes como "Jihadi John", depois da revelação de que o combatente é um programador de computadores nascido no Kuwait e criado em Londres.

O militante do Estado Islâmico aparece vestido de preto brandindo uma faca e falando com sotaque britânico em vídeos, nos quais aparentemente decapita reféns do grupo, entre eles norte-americanos, britânicos e sírios.

"Sempre que houver pessoas em qualquer lugar do mundo que cometam crimes assombrosos e hediondos contra cidadãos britânicos, faremos tudo que pudermos com a polícia, com os serviços de segurança, com tudo que temos à nossa disposição, para encontrar essas pessoas e tirá-las de circulação", disse o primeiro-ministro.

David Cameron se recusou a tratar da revelação de que "Jihadi John" é o militante Mohammed Emwazi, um britânico de 26 anos, mas cobrou apoio aos serviços de segurança, que elogiou dizendo serem impressionantes e dedicados a defender a Grã-Bretanha.

Emwazi era conhecido dos serviços de segurança, que tentaram recrutá-lo, de acordo com o Cage, grupo que faz campanha a favor de detidos acusados de terrorismo. O caso desencadeou um debate para saber se os serviços o deixaram escapar, o que lhe permitiu se unir ao Estado Islâmico na Síria.

Vestido inteiramente de preto, com uma máscara de esqui cobrindo todo o rosto, menos os olhos e a ponte do nariz, e um coldre sob o braço esquerdo, Jihadi John se tornou um símbolo da brutalidade da facção radical e um dos homens mais procurados do mundo.

Ele usou os vídeos para ameaçar o Ocidente, repreender seus aliados árabes e provocar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e Cameron diante de reféns petrificados de medo.

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