Política foca em melhorar finanças

By | 19/01/2016

Brasília. A política econômica do Brasil está focada em melhorar a situação financeira do governo federal e ajudar a estimular o crescimento, afirmou, ontem (18), o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele ressaltou ainda que pretende aumentar as receitas, controlar os gastos e que não espera ter que resgatar a Petrobras neste ano.

Segundo o ministro, os planos para levantar dinheiro vendendo participações em duas companhias estatais, a Caixa Seguridade e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), podem acontecer ainda neste ano caso as condições de mercado melhorem, acrescentou.

Barbosa chegou ao cargo no mês passado, substituindo Joaquim Levy. Ele tem a desafiadora tarefa de reerguer a economia do Brasil, pondo fim a uma recessão severa, sem precisar recorrer ao bolso do contribuinte, o que poderia prejudicar o déficit e a inflação no País.

No ano passado, esforços do governo da presidente Dilma Rousseff e encabeçados pelo ex-ministro Levy para encolher o déficit foram frustrados pelo impasse político em que vive o Congresso. Para Barbosa, o clima político neste ano deve se mostrar melhor para a aprovação das medidas econômicas necessárias. "Nosso maior desafio é o fiscal. Todos (os políticos) entendem sua importância", disse.

Uma situação fiscal mais confortável trará inúmeros benefícios para a economia do País, assegurou o ministro. Um déficit fiscal menor irá contribuir com os esforços contra a inflação, assim como ajudar a levar para baixo a taxa de juros. A medida, conforme o ministro, também tornará o Brasil mais atrativo a investidores estrangeiros.

Mais empréstimos

O governo também examina outros métodos para ajudar na retomada do crescimento econômico, incluindo a possibilidade de orientar os bancos estatais a conceder mais empréstimos para pequenas empresas, construtoras, agricultores e outros setores. Barbosa afirmou que o plano, cujos detalhes devem ser anunciados ainda este mês, é usar recursos dos próprios bancos, sem a ajuda do Tesouro Nacional.

Sem contradição

Na avaliação do ministro Nelson Barbosa, não há contradição no combate à inflação pelo Banco Central e, ao mesmo tempo, na melhoria de crédito direcionado pelo Poder Executivo. Ele avaliou que é obrigação do governo melhorar as linhas de crédito direcionado, acrescentando que há volume de "liquidez substancial" no sistema financeiro brasileiro para esse fim, sem que haja necessidade de equalização por parte da União.

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