Polícia dinamarquesa prende pelo menos 4 em operação após atentados

By | 15/02/2015
Sinagoga foi alvo de ataque na Dinamarca (Foto: Agência EFE)

A polícia dinamarquesa prendeu neste domingo várias pessoas em uma operação em um cibercafé de Copenhague, uma ação vinculada com a investigação de dois ataques terroristas que deixaram três mortos e cinco feridos nas últimas horas, segundo a imprensa local.

O jornal "Ekstra Bladet" afirma que foram quatro presos na ação que envolveu entre 15 a 20 agentes. O cibercafé fica no bairro de Norrebro, onde está a estação de trem em que o principal suspeito dos ataques terroristas foi morto na madrugada.

Principal suspeito
O suspeito dos dois atentados ocorridos nas últimas 24 horas em Copenhague era um homem de 22 anos nascido na própria Dinamarca, informaram neste domingo as autoridades locais. O homem, morto na madrugada de hoje após uma perseguição policial de várias horas, não teve o nome divulgado. Mas era conhecido "por suas atividades criminosas relacionadas com violações das leis de armas e atos violentos", além frequentar o mesmo ambiente de grupos de delinquentes da capital dinamarquesa.

A polícia já tinha admitido que conhecia a identidade do homem, mas destacou que ele estava sob o radar dos serviços de inteligência há muitos anos. Ele também não teria viajado para países em conflito como o Iraque e a Síria.

O jovem de 22 anos é suspeito de disparar contra um centro cultural onde se realizava um debate sobre a liberdade de expressão, evento que contou com a presença do cartunista sueco Lars Vilks, ameaçado por grupos islamitas por retratar Maomé. Um dinamarquês morreu e três ficaram feridos no ataque. Depois, ele teria fugido em um carro abandonado a três quilômetros do centro cultural e, então, pegou um táxi rumo ao complexo de Mjolnerparken, no bairro de Norrebro, onde vivem muitos imigrantes.

Os agentes encontraram roupas e uma arma automática na região, objetos que acreditam terem sido usados no primeiro atentado. Mas ainda faltam provas periciais para confirmar a suspeita, afirmou a polícia de Copenhague em comunicado.

Após ficar em Norrebro por cerca de 20 minutos, abandonou o local e reapareceu oito horas depois em uma sinagoga, no centro da cidade, onde matou um jovem judeu e feriu dos agentes de segurança. Ele foi reconhecido por volta das 5h locais (2h em Brasília) perto da estação de Norrebro porque a roupa que usava coincidia com a descrição do atirador da sinagoga. E foi morto após responder com tiros à ordem de prisão dos policiais.

"A polícia de Copenhague continua em estreita parceria com o PET (serviços de inteligência) para investigar os fatos. A investigação será conduzida para esclarecer os movimentos antes, durante e depois dos atentados, assim como para saber se ele recebeu ajuda de outros", apontou o órgão em comunicado.

As autoridades dinamarquesas não deram detalhes das várias operações que estão sendo realizadas em vários pontos da capital. Segundo a emissora de televisão "DR", várias pessoas foram presas em uma ação em um cibercafé de Norrebro.

Já o jornal "Ekstra Bladet" afirma que foram pelo menos quatro presos, em uma operação que envolveu entre 15 e 20 agentes. 

Revista Época Negócios