Plano prevê usina para dessalinizar água do mar

By | 10/02/2015

O presidente da Funceme, Sávio Martins, que se reuniu ontem com 22 empresários da indústria e da agricultura irrigada, disse que há indícios de aquecimento das águas do Atlântico, o que seria um indicador de melhora dos prognósticos do clima para os meses de março, abril e maio. "Mas isso será possível após o aprofundamento dos estudos que estamos fazendo", diz.

Presente na mesma reunião, o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira Coelho, confirmou que o gabinete do governador Camilo Santana coordena a elaboração de um plano de emergência para minimizar os efeitos sociais e econômicos da baixa oferta de água. Desse plano consta a instalação de uma usina de dessalinização da água do mar, na praia do Pecém, e a redução do fornecimento de água bruta para os perímetros irrigados. "Já cortamos 30% dessa oferta, mesmo sabendo que a irrigação gera cerca de 20 mil empregos só no Vale do Jaguaribe", agregou o secretário.

Teixeira informou que representantes de uma empresa da Espanha, especializada na dessalinização, reuniram-se com ele para tratar da instalação da usina. Os espanhóis garantiram que o preço do metro cúbico da água dessalinizada custará, ao consumidor final, R$ 5,30. "Não é caro", avaliam empresários. Nos próximos dias, chegarão diretores de uma empresa de Israel, com o mesmo objetivo.

Do plano de emergência do governo estadual fazem parte, ainda, o reuso da água e a adoção, pela Cagece, de uma nova política de tarifação. Teixeira concordou com a opinião dos empresários presentes, segundo os quais a Cogerh tem de instalar hidrômetros em todas as propriedades rurais do Estado, com o que poderá saber, com exatidão, qual o volume de água consumido, algo que hoje é completamente desconhecido.

Egídio Serpa
Colunista

Negócios