Petrobras pode ganhar mais tempo para divulgar balanço auditado

By | 30/01/2015
Petrobras (Foto: Agência O Globo)

A Petrobras poderá voltar a negociar novos prazos para divulgação do balanço anual de 2014 auditado com credores, revelou nesta quinta-feira (29/01), o diretor financeiro Almir Barbassa. A possibilidade existe, mas neste momento a prioridade da companhia é cumprir o compromisso de divulgar tal material até o final do primeiro semestre.

"Vamos manter no nosso radar a continuidade ou ampliação da discussão, no sentido de ganharmos mais tempo, se necessário. Mas a convicção da companhia é de que atenderemos dentro do prazo previsto", disse o executivo em teleconferência e analistas e investidores realizada nesta tarde de quinta-feira (19/01).

Na sequência, ele destacou que a efetiva divulgação do balanço também está associada a questões que não estão no controle da estatal. Por isso, a companhia precisa ser prudente na evolução de alternativas.

Ressalvas
Barbassa revelou também que o balanço auditado do fechamento de 2015 poderá ser publicado mesmo que tenha ressalvas por parte dos auditores externos. "Podemos ter, dependendo do tipo de ressalva, desde que eu tenha ressalva já sendo tratada e endereçada. O que não podemos ter é uma situação não endereçada", disse.

O material deve ser divulgado até o final do primeiro semestre. O executivo também revelou que a empresa pode optar por declarar os dividendos, sem, no entanto, pagá-los de fato. Apesar de confirmar que essa deve ser a opção da empresa, diante das dificuldades de caixa, Barbassa disse também que ainda não sabe se essa alternativa é possível, por isso, ainda estuda uma solução.

"Poderia ficar com um pagamento futuro", disse o executivo. Embora sugira alternativas, Barbassa disse não ter certeza se poderá deixar de pagar dividendos para os acionistas detentores de ações preferenciais em um cenário de estresse financeiro por parte da companhia. Os acionistas ordinaristas não têm qualquer tipo de preferência caso a estatal venha a apresentar prejuízo em 2014.

Revista Época Negócios