Pesquisadores da UFC criam braço mecânico

By | 26/01/2016

Graças a iniciativas que unem criatividade e aplicação, o Ceará ganha, a cada ano, mais espaço no rol de estados considerados polos tecnológicos do Brasil. Um desses projetos vem sendo desenvolvido desde o ano passado por uma equipe de professores e estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC). Trata-se de um braço mecânico, construído inteiramente com peças fabricadas por meio de uma impressora 3D, capaz de realizar movimentos similares aos humanos e, no futuro, substituir o trabalho do homem em situações que representem risco.

O dispositivo é fruto dos esforços do Programa de Educação Tutorial (Pet) do curso de Engenharia de Computação sediado no município de Sobral. Segundo o cotutor do grupo, professor Iális Cavalcante, a ideia é que o aparelho possa ser útil para evitar desgastes ou prejuízos físicos a pessoas em momentos de potencial ameaça.

"Será possível utilizar o braço mecânico, por exemplo, nas situações nas quais é preciso fazer o desarmamento de produtos que ofereçam risco de explosão; em ambientes que tenham gases tóxicos, onde as pessoas não podem ficar por muito tempo; ou até em casos de falha industrial em que haja risco para os trabalhadores", explica.

O coordenador conta que o protótipo do braço mecânico levou cerca de quatro meses para ficar pronto, tempo bem menor que o esperado. A rapidez, conforme ele, deve-se à utilização da tecnologia de impressão 3D, existente no Brasil desde 2013, que permite a fabricação das peças de maneira mais veloz e com menos custos.

"Já existem modelos de braços robóticos, mas custam muito caro. Muitos precisam de equipamentos de outros países e, por isso, podem custar até em torno de U$ S 10 mil. Hoje, um braço mecânico igual ao nosso custaria uns R$ 500", observa Iális Cavalcante.

Destaque

O projeto foi um dos selecionados para participar da mostra acadêmica da 9ª edição da Campus Party, maior evento de tecnologia do País, cuja programação tem início hoje (26), em São Paulo, e segue até o dia 31. Ao todo, 64 trabalhos serão apresentados na exibição.

"Estamos com uma grande expectativa porque vamos ter contato com trabalhos de várias universidades brasileiras e poderemos compartilhar ideias para aprimorar nosso projeto. Também conheceremos empresas e os alunos terão a oportunidade de divulgar o trabalho deles", afirma Iális Cavalcante.

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