Pentágono promete derrotar EI

By | 24/02/2015

Kuwait. O novo secretário de Defesa americano, Ashton Carter, prometeu ao grupo Estado Islâmico (EI) uma derrota definitiva, após uma reunião na base americana do Kuwait com militares e diplomatas para fazer um balanço da campanha aérea contra jihadistas.

Dirigindo-se às tropas americanas antes da reunião, Carter assegurou que a coalizão liderada pelos Estados Unidos está "repelindo habilmente o EI do Kuwait" e do resto dos países onde se encontra.

"Vamos infligir a eles uma derrota definitiva, que não restem dúvidas", afirmou.

Poucos dias após assumir as funções, o novo chefe do Pentágono se reuniu com generais, embaixadores e chefes dos serviços de inteligência na base de Camp Arifjan, no deserto kuwaitiano, aonde chegou no domingo vindo do Afeganistão.

A reunião, a portas fechadas, não tratou apenas da Síria e do Iraque, onde os aviões da coalizão atacam diariamente alvos jihadistas, como também da luta em nível regional contra o EI, explicou.

A reunião no Kuwait ocorre depois de cinco meses da campanha aérea contra o EI, que permitiu às tropas curdas retomar posições no norte do Iraque e na cidade síria de Kobane e nos arredores dela.

Vítimas

Mais de 1.600 pessoas morreram nos bombardeios da coalizão dirigida pelos EUA contra as posições do EI na Síria em cinco meses, informou ontem o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Segundo a ONG, quase todos os mortos são jihadistas do EI e do braço sírio da Al-Qaeda, a Frente al-Nosra. Também figuram 62 civis.

Os bombardeios começaram em 23 de setembro. Desde esta data mataram 1.465 membros do EI, em sua maioria não sírios, 73 jihadistas da Al Nosra e um rebelde que era refém do EI em Raqa (norte), "capital" do grupo extremista na Síria.

Reforço francês

A França mobilizou ontem no Golfo seu porta-aviões Charles de Gaulle, como parte das operações da coalizão internacional contra os radicais no Iraque.

Os primeiros aviões de combate Rafale decolaram pela manhã do Charles de Gaulle, que navega 120 milhas náuticas (200 km/h) ao norte do Bahrein, no Golfo, a caminho do Iraque.

A partir de sua nova posição, os aviões franceses poderão alcançar seus alvos em uma hora e meia de voo, a metade em comparação com a base de Al-Dhafra, nos Emirados, utilizada pela Aviação francesa.

O Charles de Gaulle, que zarpou no dia 13 de janeiro de Toulon (sul da França) para uma missão de cinco meses, permanecerá várias semanas no Golfo, ao lado do porta-aviões americano Carl Vinson, como parte da coalizão internacional antijihadista.

Com dois aviões de combate Rafale e nove Super Étendard a bordo, Paris vai duplicar seu dispositivo aéreo na região, que contava com nove Rafale nos Emirados Árabes Unidos e seis Mirage 200D na Jordânia.

A França lançou em meados de setembro a operação Chammal no Iraque. Desde então, seus aviões realizaram missões de reconhecimento e bombardeios no país para apoiar o exército local e os peshmergas curdos que combatem o EI, indicou uma fonte próxima a Le Drian.

O país é, junto à Austrália, um dos que fornecem mais efetivos à coalizão de 32 países, embora sejam os EUA que realizam a maioria dos ataques aéreos.

Passaportes

Paris confiscou os passaportes e documentos de identidade de seis franceses que se preparavam para ir à Síria, uma medida aplicada pela primeira vez na França e que poderia ser estendida a outros 40 potenciais aspirantes a entrar na jihad.

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