Pelo menos 3.770 imigrantes morreram em 2015 tentando cruzar o Mediterrâneo

By | 01/01/2016
Imigrantes chegam de bote inflável à Grécia (Foto: Dan Kitwood/Getty Images)

Pelo menos 3.770 imigrantes morreram este ano cruzando o Mediterrâneo, o que transformou a 2015 no mais ano mortífero desde que existem registros, segundo a apuração da Organização Internacional das Migrações (OIM). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31/12).

Em 2014, cerca de 3.270 pessoas morreram em sua tentativa de atravessar o mar para alcançar o litoral europeus na busca de uma vida longe do conflito e da miséria.

O mês mais mortal de 2015 foi abril, quando quase 1.250 refugiados e imigrantes morreram por essa causa, especialmente, m um naufrágio diante do litoral da Líbia no qual perderam a vida 800 pessoas.

Do total de mortes, 77% ocorreram no Mediterrâneo Central, ou seja, a rota que une a Líbia com a Itália e Malta.

Calcula-se que nesta zona morreram pelo menos 2.892 pessoas.

Outras 21% das mortes ocorreram no Mediterrâneo Oriental -entre Turquia e Grécia- o que representa um número estimado de 805 pessoas.

No Mediterrâneo Ocidental -a rota que une o Magrebe com a Espanha- foram registrados neste ano 74 mortes.

No total no mundo, a OIM estima que mais de 5.350 refugiados e imigrantes perderam a vida em 2015.

Após o Mediterrâneo, a região onde mais refugiados e imigrantes pereceram foi o Sudeste Asitático: a baía de Bengala, o Mar de Andaman, e o litoral da Malásia e Tailândia, onde foram contabilizadas um total de 800 mortes.

Na fronteira entra Estados Unidos e México foram registradas neste ano 330 mortes.

Além disso, durante este ano foram contabilizadas outras 32 mortes de imigrantes que morreram em sua tentativa de alcançar as Ilhas Canárias.

Revista Época Negócios