Paulo Coelho relança obras com autoeditora

By | 18/02/2015
Paulo Coelho (Foto: Getty Images)

O escritor Paulo Coelho deu um salto para a autoedição e elegeu uma empresa espanhola, em Sevilha, especializada neste sistema, Lantia Publishing, que editou uma primeira obra do best seller em inglês que está sendo vendida há uma semana. O livro escolhido é um dos primeiros de Coelho, "O dom supremo", um ensaio de 68 páginas sobre o amor. E há uma segunda que o autor contratou com a empresa sevilhana, "Ser como o rio que flui", publicado originalmente em 2008 e que sairá também só em inglês.

"O dom supremo" está sendo vendido só por impressão sob demanda através da Amazon e de qualquer livraria pela internet, explicou à Agência Efe o diretor da Lantia Publishin, Enrique Parrilla, que ainda não tem dados sobre as vendas desta primeira semana. A autoedição proporciona um maior retorno financeiro ao autor, já que elimina a editora e a distribuidora. 

Paulo Coelho é o segundo escritor vivo mais traduzido do mundo, só atrás de J.K. Rowling, com 175 milhões de exemplares vendidos em 170 países, traduzido para 80 idiomas, além de contar com 26 milhões de seguidores no Facebook e 10 milhões no Twitter, e este êxito, segundo Parrilla, se deve ao seu "caráter inovador", o mesmo que, segundo ele, o levou a dar o salto para a autoedição.

O contrato assinado com Coelho é de estrita confidencialidade sobre os detalhes econômicos, mas Parrilla lembrou que na autoedição 40% do lucro que normalmente vai para a editora e os 30% para distribuidora não existem, o que multiplica a margem do autor.

Normalmente aos escritores – se não são estrelas capazes de negociar condições especiais para suas obras ou pelo menos para algumas – recebem 10% das vendas. A Lantia Publishing nasceu há três anos no seio da editora sevilhana Ponto Vermelho e atualmente publica cem títulos ao mês. Ela possui outra sede em Houston, e a Ponto Vermelho tem escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos, e em Madri, e deve abrir outra em Lisboa, de olho no mercado lusófono para em seguida dar um salto ao Brasil.

Revista Época Negócios