País deu ‘escorregadinha’ nas contas públicas, diz Levy

By | 24/02/2015

São Paulo. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a defender ontem a importância da estabilidade fiscal para o crescimento do País. Segundo ele, nos últimos 15 anos a responsabilidade fiscal passou a ser percebida como "extremamente importante". "Pode ter tido uma ‘escorregadinha’, mas a realidade se aflora", afirmou.

No ano passado, o governo não conseguiu cumprir sua meta de superávit primário, a economia para pagamento dos juros da dívida pública – ao contrário, fechou com déficit primário de 0,6% do PIB. O déficit nominal, incluindo o pagamento dos juros, chegou a 6,7% do PIB.

O ministro disse que o desequilíbrio fiscal de 2014 tem sido corrigido. De acordo com ele, o déficit fiscal de quase 7% do PIB não é muito sustentável. E emendou que 2% do PIB de superávit primário é um nível aceitável – a meta para este ano é de 1,2% do PIB. "O governo tem de agir e consolidar um novo ambiente, que são as bases para um novo ciclo de desenvolvimento para o País", disse o ministro.

Para ele, o avanço econômico do País requer três passos essenciais. O primeiro deles é a estabilidade fiscal, que vai ajudar no financiamento da infraestrutura. O segundo pilar são as ações que o governo e o setor privado estão adotando para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros e elevar a sua capacidade de exportação. O terceiro elemento essencial é a continuidade das políticas sociais, que elevam o padrão de vida de boa parte da população.

Negócios