O jeito mais eficiente de ganhar preciosos minutinhos

By | 13/02/2015
tempo; relógio; atraso (Foto: Thinkstock)

A volta da Terra em torno de si mesma continua levando 24 horas, mas as atribuições em um mercado em ebulição parecem se multiplicar, espremendo o espaço livre das agendas num ritmo alucinante. Para dar conta do recado, o presidente da montadora Fiat, Cledorvino Belini, pôs relógios eletrônicos nas salas de reunião. “Se eles não concluírem o assunto dentro do tempo marcado, têm de agendar uma nova reunião comigo.” Para as filas nos terminais de embarque dos aeroportos, outra receita: “Sou sempre o último a entrar e o primeiro a sair da aeronave”, diz. Ir sempre de primeira classe o ajuda nisso. Segundo as suas contas, ao fugir de duas filas em um dia, sua agenda ganha mais 20 minutos. “Como viajo até cinco vezes em uma semana, são quase duas horas a mais.”

A obsessão do executivo com o tempo virou moda: “Só uso sapatos sem cadarços”. Belini fez as contas: cada vez que deixa de se agachar ou de erguer o pé até a altura das mãos para amarrar ou desamarrar os cadarços, economiza 30 segundos. Ao longo de uma existência de 70 anos, esse contato das mãos com o pisante poderia consumir 210 horas. Ou, tique-taque, tique-taque, nove dias. “É um desperdício de tempo, e tempo é dinheiro.”

 

Revista Época Negócios