Novo processo, semelhante à ‘lipo’, é testado na desobstrução de artérias

By | 14/06/2015

Uma nova técnica, chamada de aterectomia direcional, que remove placas de gordura de artérias, promete ser uma nova opção para a desobstrução de vias arteriais e foi usada pela primeira vez no Brasil no mês passado, no Hospital Santa Isabel, em São Paulo.

O procedimento seria uma alternativa para a não utilização de stents, que são tubos metálicos colocados em artérias obstruídas e que liberam o fluxo sanguíneo.

Procedimento

Com a atectomia direcional, é usado o TurboHawk. Durante o processo, o equipamento é colocado na virilha do paciente através de um pequeno corte, de cerca de 5 milímetros. O catéter é revestido com uma camada metálica e uma lámina, sendo responsável por fazer a desobstrução na artéria femoral.

Ele leva cerca de duas horas para ser realizado e pode ser feito outras vezes na mesma região, se for necessário. Além disso, o paciente leva em torno de 15 dias para se recuperar. A prática deve beneficiar os diabéticos afetados pela doença arterial obstrutiva periférica, que afeta os membros inferiores dos doentes.

"Trata-se de um processo parecido com a lipoaspiração, mas não retira uma quantidade tão grande de gordura", diz o médico Alvaro Razuk, chefe do Serviço Vascular do hospital que fez a primeira utilização da técnica. Segundo ele, o procedimento já é usado nos Estados Unidos e na Europa. Além disso, a técnica é voltada apenas para a artéria femoral, que fica na região da coxa.

No entanto a técnica de stents, que custa em torno de R$ 15 mil, é mais barata do que a nova prática, o que poderia significar uma aumento de 50% do valor.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Walter Minicucci, mesmo que surjam procedimentos menos invasivos, o mais indicado é que o paciente tente sempre manter o colesterol baixo e não fume. 

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