Mudanças na Estátua Iracema Guardiã chamam atenção

By | 17/06/2015

Virgem, lábios de mel e com cabelos mais negros que a asa da graúna, assim é conhecida a índia que se apaixonou por seu colonizador. Iracema, que tem como nome um anagrama da palavra América, está viva na memória dos cearenses e pode ter suas formas reconhecidas em monumentos espalhados por toda a Região Metropolitana. 

O aterro da Praia de Iracema é moradia da estátua Iracema Guardiã que, após passar por restauração em 2012, teve alguns dos seus traços modificados. Nos últimos dias, a representação da musa de José de Alencar, que demonstra a rigidez da personagem segurando em seus braços um arco em direção ao mar em posição de batalha, ganhou destaque nas redes sociais. 

Produzida pelo artista plástico Zenon Barreto e inaugurada em 1996, a escultura projetada em pedra foi recuperada em 2012 devido à grave depredação sofrida pela obra durante os últimos anos. Além da ação do tempo, o monumento foi alvo de atos de vandalismo, como a retirada das mãos e do arco. 

Atualmente, a estátua Iracema Guardiã apresenta traços diferentes da obra original. O revestimento na cor bronze reluz e chama atenção dos que visitam o equipamento. As curvas do corpo da personagem também se fazem notar e as comparações com a estrutura da obra anterior à reforma passam a existir. 

Diariamente visitada por cearenses e turistas, a imagem permanece como ícone cultural. Há três anos, a titular da Secretaria Executiva da Regional II afirmou que as adequações realizadas seguiram o projeto original da obra. Ao todo, a recuperação custou R$ 60 mil. À época, a família de Zenon Barreto, falecido em 2002, autorizou o restauro enviando os documentos e projetos originais da estátua.  

Três meses foi o tempo necessário para a reforma assinada pelo escultor Franzé D’Aurora. Em julho de 2012, Iracema voltava a guardar a orla. Desde então, o monumento apresenta pintura de cobre e novas angulações distribuídas em 4,68 metros de altura. 

Outras duas estátuas em homenagem à vírgem dos lábios de mel podem ser vistas na Capital. No Mucuripe, a estátua existe desde 1965 e foi esculpida pelo artista pernambucado José Corbiniano Lins. Já na Lagoa do Messejana, em 2004, foi inaugurada a mais feminina representação da tabajara, onde a jovem encontra-se sentada tomando banho com uma cuia. 

Confira a galeria de imagens com as duas versões da estátua:

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