Morales pede fim de bloqueio

By | 30/01/2015

Belén. O presidente boliviano, Evo Morales, pediu ontem que o presidente norte-americano, Barack Obama, suspenda o embargo sobre Cuba e devolva à ilha o território de Guantánamo.

"A aproximação de Washington e Havana é uma resposta ao reconhecimento de que o resto dos países do continente estavam investindo na ilha caribenha e (os Estados Unidos) não queriam ficar de fora", disse Morales durante coletiva de imprensa na Costa Rica, durante a III Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

"Tomara que Obama vá à Cúpula das Américas no Panamá e suspenda o bloqueio econômico (contra Cuba). Tomara que vá ao Panamá devolvendo Guantánamo e fechando essa prisão. Aí sim vamos ver que está em posição de mudar suas relações com Cuba e com a Venezuela", afirmou o governante boliviano, que em dezembro iniciou seu terceiro mandato.

Morales foi questionado sobre a visita do papa Francisco neste ano à Bolívia. Para o presidente, trata-se de uma missão para a promoção da fé. "Eu entendo que o papa vem aprofundar a fé religiosa, para isso o convidamos", afirmou negando as declarações atribuídas a autoridades chilenas de que a Bolívia quer utilizar a visita para promover sua posição na disputa com o Chile por uma saída ao mar.

Rota mexicana

O número de cubanos que chegam aos Estados Unidos pela fronteira com o México aumentou significativamente nos últimos meses, informaram as autoridades ontem, uma tendência que também se registrou nas chegadas através de balsas.

Desde outubro, quando começou o ano fiscal 2015, chegaram à fronteira sudoeste americana com o México 6.489 cubanos, o que representa 37% de todas as chegadas durante o ano fiscal anterior (outubro 2013-setembro 2014), 17.459, indicou a Guarda de Fronteiras (CBP).

A CBP emitiu, como fez a Guarda Costeira, uma recente notificação recordando que o histórico anúncio não significa uma mudança nas leis imigratórias.

Encerramento de restrições

Senadores republicanos e democratas apresentaram ontem um projeto de lei para encerrar todas as restrições a viagens entre os Estados Unidos e Cuba.

Este é o primeiro texto anunciado no Congresso norte-americano desde a retomada das relações diplomáticas entre os dois países, em dezembro.

Parte das restrições já havia sido retirada pelo presidente Obama, por meio de ordem executiva, no início deste mês. Mas a liberação total do turismo a Cuba só poderá ocorrer se o Congresso aprovar as mudanças.

"Nós tentamos essa política atual proibindo as viagens por cerca de 50 anos, e isso não deu certo. Então é hora de tentar algo novo", afirmou o senador republicano Jeff Flake (Arizona), um dos envolvidos no projeto de lei. "É hora de permitir que os americanos viajem livremente para Cuba", acrescentou.

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