Ministro grego minimiza impasse em negociações com credores europeus

By | 17/02/2015
Grécia (Foto: Getty Images)

O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, minimizou o fracasso das negociações ontem entre Atenas e seus credores europeus. "Na Europa, sabemos deliberar de forma a criar uma solução muito boa, uma solução honrosa a partir de uma discordância inicial", afirmou hoje Varoufakis.

A reunião de ontem entre a Grécia e ministros de Finanças da zona do euro terminaram em tom negativo, após pouco mais de três horas de discussões.

Os credores europeus deram um ultimato à Grécia para que aceite a extensão de seu atual programa de ajuda até sexta-feira (20/02). O governo grego, que assumiu no mês passado, prefere receber um empréstimo-ponte a renovar o programa existente, que vence no fim do mês.

BCE discutirá fornecimento de liquidez de emergência para a Grécia
O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) discutirá amanhã, quarta-feira (18/02), o fornecimento urgente de liquidez para a Grécia através do banco central nacional deste país, ampliá-la ou até interrompê-la.

"O BCE só pode garantir os empréstimos de fornecimento urgente de liquidez se os bancos gregos forem solventes, mas poderia não ser o caso se acontecer uma falta de pagamento soberano, já que então seus bônus públicos e os empréstimos pendentes ao governo não teriam valor", considerou o analista de Commerzbank Christoph Weil.

"Se a Grécia ignorar o ultimato e acontecer a falta de pagamento soberano, o BCE poderia encerrar o fornecimento urgente de liquidez aos bancos gregos, o que significaria de fato a saída da Grécia da União Monetária", acrescentou Weil.

Devido a saída de capitais, os bancos gregos precisam agora de mais fornecimento urgente de liquidez. Nos três últimos meses houve uma fuga de 21 bilhões de euros das contas de bancos gregos, tanto de particulares como de empresas.

O BCE concordou na semana passada em aumentar em cinco bilhões de euros, para 65 bilhões, a quantidade máxima que os bancos gregos podem pedir como empréstimos de urgência ao Banco da Grécia.

O BCE deixou de aceitar desde 11 de fevereiro a dívida soberana da Grécia como garantia em suas operações de refinanciamento.

Os bancos da zona do euro podem receber crédito do BCE através das operações de política monetária ordinárias, mas também, de forma excepcional, mediante o fornecimento urgente de liquidez, caso tenham problemas temporários de liquidez, embora estes empréstimos sejam mais caros.

Revista Época Negócios